terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Eu sou pior que o Bolsonaro

Capitão Bolsonaro, por ser figura pública e por ter convicções mais legalistas que as minhas, não pode se exacerbar de determinados limites.
Talvez pela minha própria insignificância, eu tenho direito de propor ações mais impactantes e que REALMENTE tenderiam a resolver o problema deste País.
Entenda-se que não questiono ideias como GOLPE, Intervenção Militar, FACISMO, ou qualquer dessas porcarias.
Sobretudo, quero deixar bem claro que não sou contra nenhum grupo que esteja DISPOSTO A CONTRIBUIR de alguma forma para o bem deste País. Neste sentido, um Bom Brasileiro, mesmo que nascido fora daqui, mas, um bom cidadão, sempre será importante para a reconstrução dessa josta.
Não cabe abrir mão de qualquer cor, status social, capacidade intelectual (exceto o povinho manipulado pelos petistas). Estamos todos nessa.
Quanto mais gente melhor. Só não há espaço nessas mudanças para comunistas.
Os que não são assassinos, são ignorantes e desconhecem o funcionamento dessa ideologia pelo mundo.
Outro fato óbvio: Se os bens disponíveis na economia são escassos ( primeiro dia da aula de macro-economia) todo comunista tinha que abrir mão de luxos burgueses: ar condicionado, direção hidráulica no carro. Tô falando em atestado de pobreza mesmo. E isso eles não fazem de jeito nenhum.
Por isso são inúteis na proposição de mudanças decentes e honrosas, e sobretudo minimamente inteligentes na estrutura de um país
Tendo em vista o que já foi dito, aqui vai uma lista de ideias e mudanças que realmente impactariam a bagunça generalizada que virou a banãnia:
Descobri que eu sou pior que Bolsonaro
1 – Lugar de criminoso reconhecido é na vala, ainda que seja necessário um processo judicial SUMARIO para fazer sabão dele;
2 – Tapa na cara e cadeia para mulher de criminoso;
3 – Tratamento de corrupção como crime HEDIONDO e tratamento de traficante para políticos cuja corrupção foi constatada;
4 – Prisão em caráter administrativo para chefes de movimentos sociais e políticos corruptos;
5- Cobrança generalizada de impostos para igrejas e quaisquer outras instituições que não sejam indubitavelmente filantrópicas;
6 – Cobrança, pelo valor real, do valor diário dos custos de cada preso tanto em penitenciárias quanto em delegacias;
6 – Idade máxima para acesso ao estudo universitário gratuito para pessoas que nunca tenham trabalhado;
7 – Proibição e extinção do ensino ideológico em qualquer atividade de ensino;
8 – Aferição periódica do aprendizado dos alunos de quaisquer Escolas, Públicas ou privadas com a exclusão sumária de indivíduos com resultados pífios.
9 – Nos casos tratados no inciso 8, Trabalho obrigatório em atividades manuais com reavaliações periódicas da capacidade de aprendizado;
10 – Exames de sanidade para todos os sem teto com o devido recolhimento e reeducação para o trabalho daqueles que se revelarem realmente doentes;
11- Nos casos do inciso 10 em que não for constatada insanidade, prisão com trabalho, semi-voluntário;
12 – Revogação da atual constituição visando sobretudo a revogação das cláusulas pétreas que protegem vagabundos, sobretudo juízes, outros togados e políticos corruptos;
13 – convite às forças armadas para participação apolítica no processo de forma a criar atividades verdadeiras, ou seja, trabalho, para milhares de soldados que o país emprega e que ficam desocupados grande parte do tempo;
E por aí vai...

Bolsonaro é o Papa, perto do que estou sugerindo aqui... 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Arvores, Coisas e Pessoas

Como é bonito ver um ipê na paisagem,
Ipê Amarelo

Ipê Roxo

Sibipiruna ou embaúba  também é bom
Para quem sabe diferenciar a imagem,
Mas sempre são apenas isso, nem som.

Algumas coisas já nos são mais valiosas,
De cada uma delas precisamos no dia-a-dia;
Significam muito ou pouco, poucas são ociosas.
Flor da Sibipiruna
Muito difícil passar sem elas sequer um dia.

Pessoas de verdade, são o que importa, de certo
O dia é mais completo, com quaisquer de seus atos.
Embaúba Branca
Nos sentimos diferentes quando estão por perto
Somos melhores somente com pequenos contatos.

Cabe a cada um tentar descobrir o que quer er;
Agir, pensar e existir procurando um caminho;

Para VERDADEIRO SER HUMANO que é, crescer. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A musica brasileira de hoje em dia por um fictício repórter americano

A musica tocada nas rádios no Brasil de hoje pode ser classificada em três correntes básicas. Em que pese a riqueza da mpb (musíca popular brasileira sobretudo dos anos 60 a 80), samba e música rural de raízes existente mas que já não tem a popularidade de antigamente. Outra ressalva, é que percorrendo o dial verifica-se que pelo menos um terço das emissoras se dirigem apenas ao público evangélico o que não será alvo do nosso texto refiro-me apenas ao gosto popular e às rádios de apelo comercial.
Dito isso, verificamos em tais rádios populares apenas três tipos de música: A música rural adaptada à atualidade e portanto desprovida de singularidade, sendo praticamente uma fórmula a ser preenchida para o agrado de boa parte da juventude, e chegando a ser chamado de "sertanejo universitário". Neste caso podemos citar, com raríssima, exceções, apenas uns cinco ou seis temas a serem tratados, como a) a mulher que partiu e não voltará - emigrante b) o homem que foi traído - chifrudo; c) O hiper ego do autor da letra e ou do intérprete que é o melhor de todos os homens da festa e que certamente ficará com quantas e quais mulheres ele quiser ficar.
Há ainda a d) a volta à roça, em que são relacionadas exaustivamente as qualidades do interior pobre e miserável da realidade brasileira, e e) o superbêbado, que quanto mais alcoolizado, mais viril fica (o que destoa totalmente da realidade e ainda incentiva o consumo desnorteado de álcool pelos mais jovens e desavisados).
Por outro lado temos uma corrente musical que é filha torta do funk americano e que é cantado em português sobretudo pela incapacidade de seus compositores de conduzi-las no idioma de origem. Sobre tal corrente também se diz que é "negra" dando a entender que possuiria raízes afro-brasileiras. O que se detecta entretanto na maioria das letras é a repetição de temas romântico pouco elaborados, a ostentação, a apologia ao crime e a valorização de comportamentos ilegais de forma geral.
Por fim, trataremos do tipo de música denominado de "axé" e seus congêneres. Este, mais complexo envolve até mesmo referências à música caribenha e ao samba. Os temas, entretanto, denotam a mesma pobreza de mensagens que os outros tipos de "música" citados antes. Aumenta ainda o impacto negativo a pecha que esse tipo musical tem de ser música negra, e que remete à africanidade de parte do povo sem, no entanto, respeitar as caraterísticas de sua origem.
Vê-se que se trata na realidade de uma musicalidade rústica baseada na percussão, possivelmente hominídia, ideia essa reforçada pela pobreza das letras que em muitas partes se resumem ao entoar de variações de vogais tipo "ae... ae... ae..." Dessa forma o que passa a ser tratado como "letra" é na realidade um retrocesso na musicalidade do Brasil, o que inclusive beira à própria involução do ser humano que é flagrado a disparar sons guturais que poderiam ser ouvidos entre seus antepassados de 70 a 80.000 anos atrás.
Darwin se revira na cova...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Mágoa, perdão e pensamento

A melhor maneira de perdoar é reconhecer que não existiu a ofensa. Por mais elaborado e trabalhoso que seja, acredite e crie formas de acreditar que aquilo que para Vc pareceu uma ofensa era apenas o melhor que a pessoa tinha para oferecer. Quem fez uma coisa errada e que poderia te magoar e portanto, demandar o seu perdão, foi a outra pessoa, e não você. Não carregue a culpa de uma outra pessoa que na maioria das vezes não sabia nem que estava te magoando. Resumindo: Não se deixe magoar e você estará livre para perdoar até por que não houve uma verdadeira ofensa. Não espere muito dos outros, não leve tudo a sério, respeite a idade, a experiência e até mesmo a capacidade mental reduzida dos outros. "Nunca Serão"!!!! Pense nisso. Muitas pessoas nunca serão capazes de entender o nível de ofensa, de desprezo, de falta de consideração e de gratidão que estão cometendo com você.
Um exercício interessante para quem pretende se livrar de uma mágoa: 
Questionário para acabar com a mágoa:
Vários momentos na nossa vida poderiam ser melhor aproveitados se parássemos para SISTEMATICAMENTE, estudar o que está acontecendo conosco. No caso que agora exponho, trata-se da desqualificação da mágoa, da tristeza gerada por uma situação ou por uma pessoa. Mas na nossa vida, em geral, usar um método qualquer para destrinchar uma situação complicada pode ser tanto um exercício intelectual quanto espiritual. Tentemos. 
1)      Liste 3 atitudes diferentes que a pessoa que te fez um mal poderia ter tido naquele momento: 
2)      Para cada uma dessas atitudes, pense em uma consequência boa e outra ruim da opção tomada pela pessoa: 
3)      Liste 3 motivos pelos quais você se tornou objeto daquele mal que lhe foi impingido:
4)      Liste 3 coisas que você aprendeu com o que aconteceu; 
5)      Liste 3 motivos pelos quais você está melhor, agora, do que se aquilo não tivesse acontecido; 
6)      Liste 3 três formas pelas quais outras pessoas podem passar bem pela mesma situação; 
7)      Liste 3 ou mais efeitos verdadeiros do mal que te fizeram;  
8)      Destes efeitos, caso negativos, escreva a forma como tem superado ou pretende superar o que aconteceu? 
9)      Você realmente gostaria que aquilo não tivesse acontecido? Conte em uma frase como estaria sua vida agora. 
10)   Como seria hoje, o seu estado de espírito e a sua bagagem emocional se não tivesse lidado com o que te fizeram de ruim? 
11)   O que você aprendeu com o que aconteceu? 
12)   Existe alguma força superior como um costume, uma religião, instituição ou uma tradição que são mais responsáveis pelo sentimento ruim provocado em você que a própria pessoa a quem você atribui a culpa pelo mal passado?
Em seguida, procure listar mais motivos para desclassificar a ofensa recebida. Não custa nada e  você vai preenchendo suas memórias com bons sentimentos ou boas justificativas para o acontecido.
Faça isso para o máximo de situações desagradáveis pelas quais tenha passado e estude caso a caso. Em certo momento, você vai encontrar padrões de comportamento SEUS que colaboraram para que aquela situação tenha acontecido. 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Não pensar é não viver - vidas desafiadas

Alguns Homens não fazem certas atrocidades, como no caso das guerras e da corrupção, por não acreditarem no Ser Humano. As Guerras, inclusive a urbana são feitas, mais das vezes, por que o próprio Ser Humano não Acredita em si mesmo. Não têm consciência de si mesmo. Vide os europeus no início do Século XX. E os próprios brasileiros nos dias de hoje.
Na Europa do início do Séc.XX, os poloneses não esperavam pela Guerra e não modernizaram suas armas. E pagaram caro com o massacre, com o genocídio generalizado. Só na floresta de Katin foram mais de 12000 oficiais e intelectuais mortos a tiros, manual e pessoalmente pelos russos.
Ao mesmo tempo, os pacatos cidadãos alemães do entre guerras acreditavam em qualquer coisa e obedeciam sem discutir a qualquer tipo de autoridade.
Ao mesmo tempo, os franceses curtiam, pelo menos a maior parte deles, as suas belíssimas ribaltas e a vida festiva e não se defenderam como deveriam. Aliás como o fizeram em várias outras situações.
Quase ninguém se preparou para o que viria. Poucos tinham consciência mais clara do que eram e faziam.
A preparação melhor acontecia em maior grau e de forma infeliz com os queriam, e se organizavam, ainda que precariamente, para fazer o mal, como foi o caso dos Nazistas. Nem mesmo eles estavam tão preparados assim para o que propuseram a fazer. Tanto que foi grande a derrocada que viveram ao final de mais de 5 anos de guerra.
Não havia uma entidade, uma instância que fosse capaz de produzir o aviso de que alguma coisa ia explodir. Os intelectuais foram relegados ao isolamento, talvez procurado e preparado por eles mesmos, até por soberba e vontade não se misturarem com os mortais.
Só quando os grandes nomes judeus começaram a ser expulsos das universidades e dos postos que ocupavam, alguma luz pode ter se acendido. Entre eles, os banqueiros e donos de grandes fortunas que não coadunavam com o regime.
Apesar de tudo, poucos foram os que fugiram a tempo e em segurança.
Nos dias de hoje vivem-se tempos de descrença e alienação no Brasil.
Basta ver o tipo de música que faz mais sucesso e da qual a alienação é a marca registrada. O pequeno rol de temas não foge muito à exaltação dos valores materiais, ao sexo desenfreado e quase sempre apenas fictício, à incitação à violência e ao crime e mais uma meia dúzia de temas dos quais não se foge.
Entre os temas mais inocentes está a eterna vontade retornar aos valores mais simples e que também não deixa de ser alienada e irresponsável. Do tipo em que o autor da letra não consegue mais viver na cidade. Também se fala em futebol como se fosse, e é em muitos casos, a única razão de existir da maioria das pessoas.
Como na frase atribuída a Renato Russo, o que importa é o presente, sem grandes preocupações com os resultados e com o que virá.
De toda a forma, a falta de questionamentos existenciais e de engajamento político é uma demonstração de alienação. Letras como Geração Coca-cola, Que País é esse ou Vento do Litoral, feitas por Renato Russo não se encaixam na existência da grande maioria dos jovens. Não foi só a batata frita que venceu. O mcdonalds e o sertanejo universitário, eternamente no primeiro semestre da "facul", é que fazem a cabeça, cheia do mesmo gel do penteado, dos graduandos do presente, no Brasil.
O resultado, mesmo que indireto é a guerra. Se não há motivação política para uma guerra entre nações, ela é feita nas ruas. Ela é fruto da falta de engajamento e da ignorância generalizada. O raciocínio é até simplista mas óbvio: Se o graduando e até mesmo os graduados e pós graduados da universidade não ligam para a busca de valores e questionamentos mais elevados, o que dizer do marginal, daquele que fugiu da escola lá pela 6ª ou 7ª série? Nesse contexto é que surgem os extremos e o mal que se avoluma nas páginas policiais.
De qualquer maneira, é uma guerra. Poucos são os que perdem. Em geral, marginais matam marginais e a notícia vira apenas estatística não dando muito trabalho à polícia. O problema só toma corpo quando o mal sai das áreas mais pobres da cidade e ataca a classe média. Somente aí é que a notícia vira indignação. Mas o processo e a ignorância não são o bastante para ver as verdadeiras causas...






sábado, 17 de agosto de 2013

Cúmulo da burrice e da ignorância

Desabafo de quem "tentou" dormir numa cidade extremamente bagunçada e sem lei, em um final de semana das férias:
"Pirapora, meia noite e meia, hora, de uma sexta para sábado...
02 de agosto de 2013...
Realmente a burrice de nosso povo não tem limites...
Às vezes parece que a burrice brasileira não é incômoda...
Somos burros mas não agredimos ninguém...
Tirando os paraguaios e as memórias do duque de caxias, nada poderia ser dito contra nós...
Mas a burrice também pode extrapolar...
É o caso dessa cidade!!!"
É o tal do som de carro aliado à incapacidade de se fazer valer a autoridade numa terra de ninguém...


10 motivos para a Universidade ser comunista

Em certos casos é necessário ser bem explícito para levar as pessoas a pensarem...
Por que as universidades, professores e estudantes de nível superior, geralmente das áreas de ciências humanas, têm tanto empenho em defender o comunismo?
Por que se arriscam tanto a tomar posição de DEFESA de alguns tipos como Lênin, Fidel Castro e Guevara, mesmo sabendo, e lhes sendo claro que:
a) tais regimes não funcionam economicamente;
b) matam muito para se manterem, e
c) não garantem a mínima qualidade de vida a quem não for do partido, ou seja, a uma minoria?
Claro que não se pode responder a tal pergunta somente com um pequeno texto. Mas é possível especular bastante os motivos de assumirem esse risco.
O assunto fica mais interessante ainda, quando se pensa que quem se arrisca, supostamente, é gente que pensa mais que a média do nosso povo.
Esses são apenas alguns exemplos de como pode ser útil agitar uma bandeira cujo vermelho significa muito mais SANGUE que qualquer outra coisa...
Defender o comunismo:
1 – tira a responsabilidade de ser eficiente;
R – Sempre existe e existirá o questionamento de que o dinheiro gasto nas escolas públicas de educação superior deveria dar retorno aos cofres do governo e, assim, indiretamente, atender as necessidades de desenvolvimento do país. Com o comunismo esse problema está resolvido.
Para comunistas não existe competição. O pedreiro, por exemplo, deve ganhar o mesmo que o médico que passou anos e mais anos na escola. Então, sendo o país comunista, acabou-se qualquer questionamento sobre a eficiência com que deve ser gasto o dinheiro para o ensino superior. Daí para o gasto desenfreado com projetos absurdos e sem qualquer ligação com o real, basta apenas um pulinho.
2 – Ajuda a incriminar o empresariado pelos problemas econômicos;
R – O empresariado é a classe capitalista na cabeça dos comunistas com roupa de marca ou cigarrinho de maconha na boca (muitas vezes os dois). Assumindo e reforçando continuamente a posição de serem comunistas, o pessoal da “academia” tira de si qualquer responsabilidade pelo sucesso ou insucesso do país. Cientes de que um regime comunista verdadeiro e JUSTO é impossível, lutam sempre por uma utopia inalcançável - utopia é inalcançável. Como ela não chega, podem continuar pondo a culpa nos outros e não em si mesmos pela falta de mudanças.
3 – Finge que não faz política mas faz;
R – Os estudantes e professores comunistas são como moças, donzelas que sublimam seu desejo sexual. Aqui, no caso, a inocência, a candura vem de , supostamente, não haver empenho em fazer política. SUPOSTAMENTE, pois o que conta não é o que se fala. É o que se faz, e quando, por exemplo, se abre um “Centro de Difusão do Comunismo” como na UFOP, o que conta não é a mensagem transmitida, mas os resultados obtidos. Podem falar o tempo todo em diversidade de ideias, mas quando se defendem regimes mantidos por nomes como Lênin, Stalin, Mao Tsé Tung ou Fidel Castro, não importa o nome que se está dando, mas o que se faz é a defesa do mal indiscutível que esses caras fizeram.
4 – Ajuda a inventar motivos para gastar;
R – Fazer muitas despesas é muito importante em um órgão público. É gastando muito que se vai conseguir agradar os amigos, por exemplo. E nem precisa ser de maneira ilícita, não. Aquela viagem internacional, aquele congresso sobre o formato da asa da libélula lá na sibéria. Qualquer coisa ajuda. Todo mundo fica feliz quando há motivos para esbanjar.
Apareça alguém para se posicionar a respeito da proteção às formiguinhas do campus, arranje mais uns 5 ou 6 que o apoiem e logo já poderá conseguir uma verba para iniciar um estudo, para iniciar uma comissão, para preparar um congresso, que vai produzir anais, que serão base para reflexão, e que serão fontes para vários doutorados, que criarão um novo curso superior.
Neste curso, com ampla grade curricular, serão estudadas as enormes dificuldades por que passam as formiguinhas nos campi das universidades. Será ensinado a construir túneis, com a ajuda de engenheiros, claro, para que possam passar por baixo da estrada, protegidas dos carros. Serão estudadas as melhores formas de reprodução das formigas no trânsito da escola. E o mais importante de tudo, será criado um departamento inteiro com orçamento próprio e totalmente AUTÔNOMO para gerenciar tudo que se refira às formiguinhas do campus... E gastar muito...
5 – Cria polêmica e ganha espaço na media;
R – A diversidade de ideias é muito importante. Questão de bom senso. Do brainstorm dos vários conhecimentos de uma sociedade é que vão surgir as boas ideias verdadeiras e APLICÁVEIS a uma sociedade. Mas quando se defendem utopias inexistentes - utopias são inexistentes - fica fácil conseguir publicidade. As pessoas e instituições que têm os “pés no chão” não vão perder muito tempo com essas discussões e o mérito de revê-las, muito superficialmente, como sempre, vai recair sobre a media, que faz o que quiser da informação. E sobretudo a propaga e valoriza as mais estapafúrdias ideias.
6 – Nega a verdade extra acadêmica;
R – É importante reforçar a dicotomia, a separação entre o ambiente acadêmico e a vida. Repisando-se expressões como autonomia, subversão e opressão, os teóricos ficam com todo o poder para criar, ou tentar criar o seu mundo próprio, regido pelas próprias regras. Afinal de contas, a ambição por poder é uma companhia constante da vaidade. A mesma vaidade que faz tantas pessoas procurarem indefinidamente aumentar e se vangloriarem de suas vitórias acadêmicas.
Interessante é que a ambição por glória parece caminhar na direção contrária dos resultados verdadeiros. Einstein não teve muito tempo para se vangloriar. Feynman, com certeza, não se vangloriava de seus feitos, até por que deveu os dois cânceres de que morreu à sua obra.
O certo é que a Universidade ou a academia, como se quiser chamar, precisa de regras próprias a serem ditadas e editadas em seu próprio ambiente e em seu próprio proveito. Mais ou menos como se faz no legislativo. Deixar que a busca de eficiência ou a competição passem a fazer parte, pelo menos explícita do seu dia a dia não interessa a ninguém. Assim a permissão, mesmo que fictícia, de que se propague o comunismo é uma forma bem confortável de continuar mantendo o poder.
7 – Quando combatida pode-se fazer de vítima;
R – Nada melhor que ser incompetente no mundo acadêmico. A compaixão é uma virtude na academia. Ajuda-se um pouco aqui, defende-se um amigo ali. Tudo do bom e do melhor , principalmente, para quem é fraco. Mesmo se essa fraqueza é causada por se defenderem causas mortas. No caso dos comunistas da academia, o posicionamento do lado “mais fraco” acaba, com pouca dificuldade, lhes rendendo a posição de “minorias” ou seja, tem que ser defendidos. Não importa o tamanho da idiotice que se estiver defendendo.
8 – Faz média com professores e alunos alienados;
R- Não faz nada mal um pouco de propaganda positiva. Sobretudo se o cargo de reitor é conseguido no voto. Por que não se “alinhar” com os comunistas do local. Afinal de contas, quanto mais alienado, mais fácil de ser manipulado. Gastamos um pouquinho aqui e ali com um novo “brotinho” do manifesto comunista. Continuamos fazendo tudo como acharmos melhor. E pronto, continuaremos a nos reeleger, indefinidamente.
O cruel disso tudo é que a liberdade conseguida pela administração quando consegue conter os comunistas em suas bolhas pode ser usada para o bem e para o mal. Bem utilizada, as escolas de ciências humanas continuam lá, no seu cantinho, idolatrando assassinos e a escola ainda consegue produzir algo de bom na engenharia, na medicina e e em outras áreas. Mal utilizado, o sossego conseguido pelo gestor vai virar é dinheiro na sua conta, com projetos voltados apenas para os ganhos pessoais de quem cuida do dinheiro.
O ideal seria participação e engajamento verdadeiro, não em causa própria, o que fica até barato para ser administrado. Mas em prol do verdadeiro desenvolvimento das instituições e dos respectivos resultados.
9 – Atende a pressupostos teóricos muito difundidos;
R – É enorme a gama de conhecimento gerado em torno da defesa do comunismo. O pior é que não se trata de defesa do comunismo. Geralmente, o conhecimento produzido se refere à opressão que a sociedade faz sobre o indivíduo como é o caso de Foucault e da escola de frankfurt. Mas é facílimo transferir o questionamento do poder para a bipolaridade entre comunismo e capitalismo, quando se quer. Sobretudo devido à simplificação que é um costume muito comum do ser humano e, inclusive dos senhores doutores comunistas de plantão. É muito fácil se posicionar em apenas um lado das coisas e não mergulhar na verdade dos outros. Logo quem, supostamente, deveria ser capaz de como o “filósofo” se por de fora do movimento para observá-lo melhor.
10 – Alimenta o ego de muitos e distrai a mente.
R – Mesmo o mais eficiente, inteligente e diligente dos alunos ou dos mestres de engenharia ou o professor de cirurgia geral podem precisar de uma catarse. Todo mundo precisa desabafar e se descontrair com alguma coisa. A distração faz parte da vida. Por que não se envolver com utopias, supostamente, inofensivas e gente tão inocente a ponto de acreditar nelas. É como ver uma novela que se desenvolve no mundo real. Como é utopia, nunca vai sair do papel e das mentes das pessoas, mesmo. Nunca vai mudar o statos quo. Então por que não relaxar e gozar?
Vamos fazer passeata, vestir a camisa do tchê, chamar os amigos de “reacinhas” e tudo mais. É tudo brincadeira. Afinal de contas, nós vamos continuar a viver, mesmo, é com o salário produzido pela exploração que o empresário faz com o trabalhador.
Afinal, nós todos sabemos que a principal diferença entre capitalismo e socialismo é quem sangra o povo: se são os empresários ou se são as minorias representadas pelos membros dos partidos.

Aliás, essa parte do ego explica muita coisa. Em muitos casos, mesmo o comunista mais chique, aquele que não abre mão da roupa de marca ou da viagem internacional, continua agindo como um alienado mental ao defender suas ideias. O curioso é que se tal empenho em lutar pela causa fosse revertido em vontade ganhar dinheiro, ele não precisaria esperar o salário da universidade para satisfazer seus caros gostos pessoais. Ele poderia transferir seus ímpetos para a iniciativa privada e conseguir altos ganhos devidos à sua vontade se dar bem. Poderia até gerar empregos. Talvez. Mas, com certeza, seria bem mais ético... 

A parte triste dessa história é que significa menos um ponto, ainda, infelizmente, para as ciências humanas. Além de só servirem, maioria das vezes, para produzir mais e mais trabalhos e ideias sobre os mesmos pontos, pois raras vezes são capazes de criar projetos práticos e úteis para o desenvolvimento do país. A própria sociedade em geral, no mundo inteiro, não pode se orgulhar de ter obtido sucessos e mais sucessos devido à influência das ciências humanas. Não existe um equivalente nas ciências humanas de uma invenção do avião, do computador, ou da cura da varíola ou da paralisia infantil.
Freud até que chegou perto. Quem o leu e aprendeu sobre sua obra é capaz de reconhecer sua grandeza direta e indireta. Chomsky também semeou muita coisa boa. Mas nada que pudesse ser tateado e que beneficiasse diretamente às classes mais humildes...    
Ainda conseguem piorar o negócio fazendo gastos inúteis e criando caso com a população que quer trabalhar e produzir de verdade. Os que querem trabalhar, felizmente, não são apenas os empresários. Não! Muitos humildes trabalhadores e gente da classe média, geralmente pais e mães dessa turminha, já sabem que não adianta ficar questionando demais. Não! O importante é trabalhar e buscar algum objetivo verdadeiro para melhorar a vida, tanto individualmente, quanto a do povo.



segunda-feira, 15 de julho de 2013

A intuição feminina e a criação científica

      A intuição sempre fez parte da produção científica feminina. Ao começar um trabalho científico a mulher já começa um passo à frente devido à sua capacidade de intuir os caminhos e os possíveis resultados a que quer chegar.
      A produção científica não é, ao contrário do que possa parecer, uma atividade robótica, extremamente metódica. O método aparece apenas como consequência de uma série de ideias originais que antecedem o trabalho propriamente dito. É nesse momento, principalmente, que vale a originalidade, a experiência e o sentimento feminino para definirem as bases de um trabalho. Nesse ponto, que a mulher por sua natureza mais reflexiva e sensibilidade mais apurada tende a tomar as decisões certas sobre que caminhos seguir para completar a tarefa.
      Já no caso dos resultados a intuição é tão forte que se costuma partir deles para a construção do trabalho científico: A pessoa observa um fenômeno, mesmo que seja apenas uma vez. A certeza de que se trata de um fato digno de registro científico é tão grande, devido a um sentimento interno da mulher, que o objetivo do trabalho passa a ser a comprovação e o registro de como aquilo aconteceu. Ou seja, basta observar o fenômeno já conhecido, obter dados, sistematiza-los, fazer as comparações teóricas e produzir as conclusões.
      Seja descobrindo como fazer um trabalho científico ou determinando onde quer chegar, a intuição feminina é um passo à frente na obtenção de resultados científicos. Ao contrário do que se pode imaginar, o sentimento interno também pode influenciar positivamente, e muito, o desenvolvimento de uma pesquisa e a produção de conhecimento.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Os Zumbis do Bolsa Família

Não são todos, com certeza!
Muita Gente Boa já firmou o pé, confiando no dinheiro do Bolsa Família.
Esse pessoal, boa parte das vezes, é o mesmo que, ao primeiro pedido, se apresenta para pedir a suspensão do benefício.

Só para dar um exemplo;

Em um Município de Minas Gerais, um mecânico e sua esposa, professora, voltaram de São Paulo havia uns 3 anos.
Quando entrevistados pelo pessoal da Assistência Social da Cidade, não negaram nenhuma informação. Contaram das rendas que tinham e de quanto ganham e quantas pessoas vivem na casa. Tudo com educação e cortesia. Nada de uma atitude de reserva ou de ficar na defensiva em relação a quaisquer assuntos.
Falando sobre o retorno à sua terra, contaram das dificuldades que tiveram ao voltar para casa e demonstraram boa vontade, até, se fosse o caso, de pedirem o cancelamento. 
Existem vários outros casos semelhantes em que o Bolsa Família é útil em um determinado momento. Mas ao longo do tempo passa a ser dispensável à medida que a família vai melhorando as condições de vida. 

Entretanto, como cabe ao ser humano, sempre existem os absurdos por aí... 
Mas tem uma turminha complicada recebendo esse dinheiro. 
Bastam duas cenas para entender como essas pessoas vivem:

Cenário I
A assistente social tenta fazer uma entrevista às 08:00 hs da manhã que é quando começa o expediente. 
Sem chance, pois ninguém atende a porta. A impressão que se tem é de que a casa está vazia ou de que estão todos mortos. 
Em alguns casos, as visitas JÁ são agendadas à tarde por que a família "visitada" não atende, em hipótese nenhuma, durante a manhã. 
Somente depois de 13 ou 14 horas é possível fazer um contato imediato de 3º grau com os indigentes. 

Cenário II 
Durante as visitas feitas por volta das 3 ou 4 horas da tarde, a assistente social e outros funcionários da prefeitura tem enorme dificuldade em serem atendidos. 
Quando, depois de muito tempo, alguém sai à porta, percebe-se que a pessoa procurada estava dormindo.
Ao entrar na casa, qual não é a surpresa de ver que havia mais 4 ou 5 pessoas, e que ninguém se deu ao trabalho, sequer, de ABRIR a porta e ver quem era...
Encontrado esse quadro, há grande possibilidade de a família citada, incluindo pais, avós, cachorros, patos e galinhas estarem assistindo novelas mexicanas ou outros programas tão informativos quanto.
E o funcionário que precisa cumprir sua tarefa fica lá fora esperando, à mercê da boa vontade dessa gente. 

Geralmente, essas são as mesmas pessoas para as quais nenhum programa de incentivo funciona.
Não participam das atividades propostas pelas prefeituras em apoio ao bolsa família;
Os filhos vão à escola mas não apresentam desenvolvimento nenhum e atrapalham os que tem alguma chance.
O dinheiro recebido é gasto, boa parte, pelo menos, em bebidas alcoólicas e jogos de azar. 
As iniciativas de incentivo ao desenvolvimento pessoal como o projovem ou qualquer outra iniciativa dos municípios são procuradas apenas em função dos benefícios imediatos como o lanche ou o dinheiro das respectivas bolsas. 
A médio e longo prazo, essas serão as mesmas pessoas, tão conhecidas nos municípios do interior, que MESMO RECEBENDO VÁRIOS BENEFÍCIOS, vivem nas portas das prefeituras pedindo mais um dinheirinho para o gás ou para o aluguel.
E O PIOR É QUE CONSEGUEM. Prefeitos, outros políticos e até os funcionários mais bem intencionados são obrigados a fazerem esse tipo de caridade devido à opinião pública que, certamente, ficará do lado destes pedintes. 
Quase ninguém reconhece o problema, mas o assunto já faz parte do senso comum dos profissionais ligados às áreas sociais. Caberia a aplicação de questionários e a sistematização do assunto por intelectuais da área. 
Claro que existem as exceções e as pessoas que realmente passam por dificuldades. Mas a expressão MOMENTÂNEA tem grande peso na hora de definir entre os casos esporádicos e os patológicos. 
Ninguém fala em números desse tipo de pessoa, mas que deve ser relevante deve. Caberia pelo menos uma pesquisa por parte do governo de quantas pessoas se encaixam em tal perfil. De posse dessas informações seria possível dirigir políticas públicas mais objetivas e mais incisivas para diminuir essa população.  


Encontrar os defeitos e não apresentar a solução é fácil. 
Neste caso, o trabalho é longo... 
Passa, necessariamente, pela educação, mas há que se pensar, certamente, em coerção. 
Afinal, o dinheiro gasto com essas pessoas é do público, que trabalha. 

Por fim, a notícia boa!

O Bolsa Família dá lucro para o governo, ou melhor, OS GOVERNOS.
Está na reportagem do Estadão e já foi discutido em outros trabalhos de universidades.
Os valores ganhos com os impostos é maior do que o gasto com as famílias.
Até os maiores defensores têm argumentos para provar o impacto positivo sobre as contas do governo:

"Porque injetar dinheiro em comunidades pobres é interessante para a circulação do capital. Lição simples de história econômica geral." - Por Carol Bazzo

Tanto os argumentos, quanto os efeitos positivos do Bolsa Família são indiscutíveis. 
Mas, que os relatos acima possam demonstrar que há riscos, sim, nas ações assistencialistas.
Somente a educação continuada, a autocrítica do programa  e a discussão sobre o assunto é que podem garantir um quadro duradouro e positivo para esse tipo de programa.








terça-feira, 9 de julho de 2013

Um vulcão de qualidade e eficiência - Uma visita ao Etna

Estamos em Belo Horizonte, num quatro de julho.
Poderia ser apenas mais um aniversário da independência dos Estados Unidos.
Mas minha brilhante namorada quis ir ao Etna.
Tudo bem. Vulcão, fogos de artifício, tudo é fogo é calor... 
Primeira vez que entro na tal empresa. Estacionamento apertado com aventuras arriscadas de ter que invadir a contramão para guardar o carro. Começa aí. 
Depois, a promoção de "até 70%" que deve valer apenas para uns 2 ou 3 itens, dos quais, direito meu, não vi nenhum. Preços bem mais altos em geral, que os de lojas comuns. Muito poucos itens são "compráveis". 
Andando pela loja, não se pode voltar atrás, principalmente se estiver com carrinho. Há um percurso definido que deve ser seguido como numa romaria. 
Cismamos de lanchar. apenas um cliente estava na nossa frente. Fui ao banheiro e voltei e o cliente que estava no caixa, ainda não tinha conseguido fazer o pedido, tamanha a competência e a boa vontade das funcionárias. 
Pegamos o lanche. que se registre: uma torta de frango e uma lata de suco de pêssego para os dois dividirmos. 
Sentamos, lanchamos e fomos tentar pagar. Simplesmente as duas funcionárias que estavam atrás do balcão, que não eram a caixa, não nos perceberam. E ficamos ali parados. 
Até quando contar ou marcar o tempo no relógio para ser atendidos? E ficamos... Ficamos... Ficamos... Ficamos... e Ficamos. E ainda esperamos mais um pouquinho depois disso. 
Calmamente, como deveria ser, falei com a namorada. "Já deu, né?"... E fomos saindo com nossas compras. Ficamos mais meia hora rodando pela loja. Cheguei a abordar um empregado e informar que não havia pagado meu lanche e que estava à disposição para fazer isso. Com a humilde condição de que houvesse alguém no caixa para recebê-lo. 
Até teria lembrado, talvez, de pedir para pagar o lanche na hora de passar as minhas parcas comprinhas. Mas a fila ficou enorme. 
No altofalante alguém avisou: "Fulana e beltrana: frente de caixa". Aí a fila andou. Mas como lembrar do pagamento do lanche nessa bagunça toda? Acabou que, depois de bastante tempo, consegui abandonar tal navio. Novamente a aventura de fazer as curvas na contramão para sair. E finalmente ganhei a rua. 
Que alívio! 
A vontade voltar não é muito grande. E a de não voltar e até de ver a loja fechada é muito maior. 
Não é pelos vinte centavos, ou melhor R$10,00 do lanche. Só mandar a boleta que eu pago.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Nem por 20 centavos, muito menos por R$10,00

Dia 04 de julho de 2013.
Poderia ser apenas mais um aniversário da independência dos Estados Unidos.
Mas minha brilhante namorada quis ir ao Etna.
Tudo bem. Vulcão, fogos de artifício, tudo é fogo é calor...
Primeira vez que entro na tal empresa. Estacionamento apertado com aventuras arriscadas de ter que invadir a contramão para guardar o carro. Começa aí.
Depois, a promoção de "até 70%" que deve valer apenas para uns 2 ou 3 itens, dos quais, direito meu, não vi nenhum. Preços bem mais altos em geral, que os de lojas comuns. Muito poucos itens são "compráveis".
Andando pela loja, não se pode voltar atrás, principalmente se estiver com carrinho. Há um percurso definido que deve ser seguido como numa romaria.
Cismamos de lanchar. apenas um cliente estava na nossa frente. Fui ao banheiro e voltei e o cliente que estava no caixa, ainda não tinha conseguido fazer o pedido.
Pegamos o lanche. que se registre: uma torta de frango e uma lata de suco de pêssego para os dois.
Sentamos, lanchamos e fomos tentar pagar. Simplesmente as duas funcionárias que estavam atrás do balcão não nos perceberam. E ficamos ali parados.
Até quanto contar ou marcar o tempo no relógio para ser atendidos? E ficamos... Ficamos... Ficamos... Ficamos... e Ficamos. E ainda esperamos mais um pouquinho depois disso.
Calmamente, como deveria ser, falei com a namorada. "Já deu, né?"... E fomos saindo com nossas compras. Ficamos mais meia hora rodando pela loja. Cheguei a abordar um empregado e informar que não havia pagado meu lanche e que estava à disposição para fazer isso. Com a humilde condição de que houvesse alguém no caixa para recebê-lo.
Até teria lembrado, talvez, de pedir para pagar o lanche na hora de passa as minhas parcas comprinhas. Mas a fila ficou enorme.
No altofalante alguém avisou: "Fulana e beltrana: frente de caixa". Aí a fila andou. Mas como lembrar do pagamento? Acabou que, depois de bastante tempo, consegui abandonar tal navio. Novamente a aventura de fazer as curvas na contramão para sair. E finalmente ganhei a rua.
Que alívio.
A vontade voltar não é muito grande. E a de não voltar e até de ver a loja fechada é muito maior.
Não é pelos vinte centavos, ou melhor R$10,00 do lanche. Só mandar a boleta que eu pago.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Pessoas feitas de problemas - poder da palavra

Os tipos são interessantes e os mais variados...

São pessoas que vivem de reclamar da vida...

Ou outras que demonstram na postura ou no mau humor o mal estar que vem vivendo... 

Tem o caso da moça que, por anos e anos, não arranja namorado...

Tem a outra que vive na depressão por causa de um amor perdido...

Tem o funcionário que vive reclamando do trabalho e dos chefes...

Um outro ficou triste com o término do casamento e vive se lamuriando...

Uma mãe que não para de ter filhos, ou já teve alguns e vive cansada e triste...

Outro sujeito tem uma doença de pouca importância mas que faz dela um modo de vida.

E ainda existe aquela mãe que tem "os piores filhos do mundo"...
 
Procurando bem, existem por aí vários outros tipos como esses...

Algumas pessoas se comportam como certas associações, sindicatos e movimentos...

Existem apenas em função dos problemas e não das soluções...

http://eassimqueelesfazem.blogspot.com.br/2013/05/por-que-tantas-associacoes-movimentos-e.html

Os problemas são reciclados, repensados, regurgitados e comidos de novo...

Esses problemas passam a fazer parte das pessoas.

Quando o ou os problemas são tirados da vida dessas pessoas, acaba não sobrando nada...

Esses problemas passam a ser o seu modo de vida...

Em poucos casos, como em certas doenças, é que a gravidade é real....

Grande parte das vezes o que existe é uma busca de sentido para a vida através do problema...

Só um trabalho de autoconhecimento bem demorado e bem executado pode ajudar...

O esforço continuado de leitura, escrita, terapia, e diálogo interno e com o próximo é que pode melhorar isso...



quarta-feira, 26 de junho de 2013

O comunista de hoje em dia

Para ser comunista hoje em dia é necessário acreditar que:

Verdadeiro Chê
1) Viver com um salário garantido por algum órgão público, ou com uma herança permite desdenhar do capitalismo que paga o seu salário ou enriqueceu o papai e a mamãe;

2) ter uma boa formação acadêmica e pouca ou nenhuma experiência no mundo já é base para julgar tudo que se vê;

3) Não existe caos na Rússia e nos outros "herdeiros" da CCCP. Todos são países muito desenvolvidos onde ninguém morre de frio e onde não há repressão nenhuma;

4) A china vermelha possui o povo mais feliz do mundo e é absolutamente comunista. Pessoas que andam de mercedes e bmw não existem por lá;

5) Cuba é um paraíso de eficiência onde ninguém vive mal. Lá, sim, lá os médicos ganham igual a pedreiros e vice-versa. Mas isso quer dizer que não sejam os mais competentes do mundo;
-
4) Ho Chi Min foi um injustiçado. Jamais mataria 2 milhões de pessoas num país pequeno como o Vietnam. Isso foi pura mentira dos Estados Unidos.

5) Não, Guevara não executou friamente seus inimigos políticos, quando tomou o poder;
Adoram uma execução

6) George Orwell era apenas um bem pago propagandista dos regimes capitalistas. A história de que os porcos reservam para si toda as maçãs e o leite é pura falsidade;

7) Não, os filhos dos grande líderes "socialistas" brasileiros não estam chafurdando na riqueza. Também não são donos de várias empresas e nem conseguem contratos milionários por baixo dos panos;
Ao povo, ilusão

8) Não. A sibéria não matou mais pessoas que o Nazismo ou as deixou morrer de frio por discordarem das ideias do "partidão";

Acima de tudo é necessário que ele seja um crente que se esquece ou feche os olhos a qualquer argumento em função de sua fé. Assim é o leninista de hoje, um evangélico que gosta de bigodes, seja do Lenin, Stalin ou do Che... Com todos os seus crimes e barbaridades.

Estética da Novela das Oito

Noam Chomsky - Manipulações
Isso é a "estética da novela das 8" É muito pior do que uma peça de roupa aqui ou uma musiquinha alienada e de qualidade questionável ali. O problema são os sinais claros de que o público está sendo levado a acreditar que coisas ruins são boas.
A desculpa de que a arte deve vir do povo é apenas uma das faces dessa manipulação. Seja ela pensada, ou não, o que acontece é que a media tem enorme poder de manipulação.
A moça que fica tomando sol na laje não está ali por que isso é uma "representação do real". O objetivo é dizer que não é necessário almejar coisas melhores. Nesse sentido, todo tipo de baixaria e até o sofrimento é bom.
E a coisa vai se repetindo: fazer piada com gente apertada no metrô, mostrar o vendedor de sanduíche e tantas outras situações que são mostradas pela media como se fossem corriqueiras, quotidianas. Indiretamente, as "crianças", como citado por Noam Chomsky , estão sendo domadas, como pequenos cãezinhos, a aceitar tal realidade como normal, e pior, a fazerem apologia do feio, do mal gosto, da pouca qualidade.
Machado - Negão
Não. Isso não precisa ser assim. E historicamente não é. Chopin foi criado em uma Polônia submetida aos caprichos e à crueldade dos czares russos. E mesmo assim, e ainda quando doente, para morrer, ainda foi capaz de criar suas obras mais belas.
Charles Chaplin saiu do populacho, da vida humilde de ator mambembe, para o sucesso nos Estados Unidos. E defendeu causas sociais ao ponto de ter sido "expulso" por causa de suas ideias.
Por que o Brasil deveria ser diferente? Mas não é.
Aqui também há exemplos extraordinários de gente simples que não se resignou a fazer porcarias.
Noel Rosa, Cartola, o verdadeiro Fenômeno MACHADO DE ASSIS e tantos outros grandes artiistas vieram da Favela. Mas nunca confundiram o que seria arte de verdade com a idolatria das condições em que viveram.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Relação de todos os blogs e alguns comentários


Inicialmente a ideia era escrever algumas coisas para Amanda.
Mas então começaram a sair alguns desabafos que ficaram sendo este blog principal.
O cinema gritou pelo seu lugar e logo conseguiu seu espaço;
Fazer humor sempre foi um sonho acalentado. Só falta é talento.

Gestão em Geral é uma coisa que se acaba aprendendo.
Relatar as histórias e estórias de viagens a Serviço também é interessante.
Afinal a Administração Pública é um assunto interminável.
Nessa bagunça toda é claro que um Banco de ideias tinha que surgir.
Como as sugestões para concursos 
e um pouco sobre religiões.
Aliás, tomara que todas as palavras sejam perdoadas...

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Massificar a educação superior com dinheiro público?

Curso superior!!!
Parece a garantia inexorável de um futuro melhor.
Os resquícios da importância do "Anel de Doutor" ainda andam por aí, em nossa sociedade.

Mas alguma coisa está errada. 

São muitos profissionais formados a cada ano.
Em comum entre todos os cursos é a incompetência que a molecada demonstra depois de formada.
Claro que há uns poucos que fazem os deveres de casa e acabam se tornando profissionais mais decentes.
Mas é a exceção. 
Mas boa parte volta a exercer exatamente as mesmas funções que faziam antes. Agora é comum que o motorista do ônibus e as caixas do supermercado tenham curso superior.
Mas não devia ser assim.

O povo, as pessoas de um país não precisam ser todos formados em curso superior. 

Os profissionais liberais e futuros funcionários públicos só precisam se formar de acordo com a necessidade que o País tiver desses profissionais.
Quem paga o preço por essa massificação é o próprio povo, os contribuintes, que fazem mesmo sem querer a vaquinha para pagar a escola de tanta gente.
A obrigação do Governo não é garantir estudo a TODOS as pessoas, de acordo com as suas vontades. O que é necessário e que deveria ser a obrigação do governo é que se gastasse o mínimo necessário para colocar no mercado aqueles profissionais que realmente serão necessários. 
Os estudantes também não deveriam perder o seu tempo e dinheiro em procurar cursos superiores que não vão lhes acrescentar nada à renda ou à bagagem intelectual.

Cursos feitos nas coxas e os resultados

Cursos feitos em rodas de cerveja, cigarro de palha e música sertaneja não podem, COM RARAS EXCEÇÕES, garantir que o mercado terá a quantidade certa de BONS profissionais, no futuro.
A coisa toda se torna perversa mesmo é quando se pensa que pode até acontecer de se formarem bons profissionais que não sejam devidamente absorvidos pelo mercado.
O desperdício é enorme em casos como esses, tanto para o Estado que os formou quando em nível pessoal, devido ao esforço feito em vão. 
Infelizmente, a realidade hoje é que os cursos menos prestigiosos pagam salários que chegam a ser até um quarto daquele que se paga a um bom técnico de nível. médio.
E não se vê por parte do Governo o mesmo incentivo dado aos cursos particulares sendo dividido com o Ensino Técnico. 
E essa inversão de valores tende a piorar, tantos são os cursos de graduação que por aí se espalham.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Eles podem e fazem

O povo sempre é quem sai prejudicado.
As grandes empresas fazem o que quiser e poder público garante os direitos dos grandes.
Quem paga mais, leva mais e azar de quem achar que isso está errado.
Prova disso são o que as grandes empresas fazem em seus canteiros de obras pela cidade.
Piora ainda se os clientes são grandes como a CEMIG ou o Minas Tênis, por exemplo.
Num arremedo de democracia até os pequenos empreendedores são privilegiados pela sacanagem.
E no meio do caminho ficam empresas como a CAPARAÓ  que horroriza na Rua da Bahia, em Belo Horizonte, por exemplo.
Barulho? Feriado? Lucra-se quando, pelo menos, não fazem barulho na virada da noite e da madrugada.
Tudo por que o poder público não pode se indispor com tamanho poder que tais empresas têm.
Afinal de contas quem é que paga as eleições? Quem é que faz caixa para o governo fazer mais loucuras?
São as grandes companhias e os grandes empresários.
E claro que quem quiser se indispor com eles não pode ter o rabo preso.
Vão continuar assim indefinidamente pois não se vê uma solução moral decente à vista.
A tropa de choque mais importante no funcionamento de um estado são os assessores encarregados de buscar explicação para tudo.
Para qualquer absurdo que se vir, é possível encontrar uma boa explicação. Basta pagar bem.
Aliás, pagar é a palavra chave aqui.
Paga-se para não cumprir a lei, paga-se para explicarem por que não se cumpriu a lei.
Afinal de contas o lucro é certo com o investimento em agradar as pessoas certas. 

Nunca serão, nunca será diferente

A esperança é uma coisa muito boa.
Vários são os benefícios que usufrui o ser humano que ainda acredita em alguma coisa no porvir.

Graças à esperança um monte de suicídios são evitados todos os dias.
Graças a ela várias pessoas se esforçam todos os dias por coisas que nem mesmo sabem o que são.
Graça a ela os desastres, a imoralidade e toda a sacanagem que permeia a existência são sublimados em prol  de coisas melhores no porvir.
Ainda bem que é assim pois, do contrário, o caos se instalaria.
E vários são as obras de arte, filmes por exemplo, que mostram o que o desespero pode provocar.
"Procura-se um amigo para o fim do mundo", "Eu Sou a Lenda", "Day After" são apenas algumas  dessas obras que demonstram, pelo menos em parte deles, o que o desespero poderia provocar na imensa maioria das pessoas.
Mas há limite para tudo. Muitas, muitas coisas nunca vão mudar.
Como disse o Capitão Nascimento no Tropa de Elite, "NUNCA SERÃO"... 
Empresários serão carrascos eternamente;
Funcionários públicos cometerão crimes, incharão as tarefas e serão incompetentes indefinidamente;
Não há expectativa próxima para que a imensa maioria dos eleitores deixem de ser analfabetos funcionais.
Os corruptos conseguirão transmitir a seus filhos a segurança para que continuem praticando as mesmas sacanagens. E ainda atrairão mais e mais adeptos independente dos esforços de órgãos especializados e da própria sociedade no sentido de coibir seus crimes.
A grande maioria das pessoas estará sempre interessada em sentimentos mesquinhos e valores materiais.
A televisão aberta e outras medias de massa serão eternamente manipuladoras e transmitirão obras de baixa qualidade, com raríssimas exceções. 
 Muitos, mas muitos relacionamentos, supostamente amorosos serão baseados em interesses materiais.
E muitas e muitas pessoas, milhares ou talvez milhões nascerão e passarão suas vidas inteiras sobrevivendo de programas assistencialistas. Jamais terão capacidade de, mesmo quando isso lhes for oferecido, conseguirem melhorar de vida. Não serão, capazes, de ter maiores aspirações de independência e noção de metas a alcançar na vida.
Para cada uma dessas constatações as explicações poderiam se converter em verdadeiros livros. Tantas são os argumentos para provar cada uma delas.
Um argumento básico vem da própria condição física e da genética do ser humano: 10.000 anos é muito pouco tempo para mudar uma espécie de animais caçadores em seres de alma pura. O incremento da quantidade de proteína disponível conseguido com a caça a grandes presas nesses primórdios da humanidade não garantiu que fossem totalmente sublimados os ímpetos assassinos.
Outro argumento forte para a dificuldade das mudanças é o entrelaçamento entre as instituições. A corrupção por exemplo é um ciclo que se compõe de várias determinantes. Vários agentes estão envolvidos, inclusive os empresários com todos os seus problemas de caráter e alguns funcionários públicos mal intencionados. Esse câncer - caranguejo - que espalha suas patas em várias direções se ramifica tanto que, morto um tentáculo, outro se fortalece ou mingua mas não morre e o círculo volta a girar de novo.

Essa imutabilidade das coisas não, porém,  ser causa de mais desespero para as pessoas.
O desafio é viver no lixão institucional e ainda ser pessoa. Procurar ser gente e fazer algo de bom.
Pois, bom é o que fica, o que permanece. O mal passa e vem outro no lugar.
Mas o bem, como nas ligações químicas, o bem é o que fica.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Trabalho doméstico e trabalho escravo

O trabalho doméstico da maneira que alguns patrões o veem não passa de um resquício do trabalho escravo. O assunto até já foi notícia, antes.
Basta conversar com alguém acostumado a ser patrão para ver como pensam. Principalmente os que sempre tiveram empregados em casa.
Todos acham absolutamente normal que ao acordarem, seja a que horas for, o café já esteja na mesa. Quanto à noite, o escravo doméstico só deixa o posto depois do jantar. Isso se não for o caso de ser babá, em que a jornada diária só termina após o último grunhido dos rebentos patronais.
Geralmente não se importam em como a pessoa mora distante e quantos ônibus irá tomar para encontrar seus filhos e cônjuges. O que realmente importa é a presteza no serviço.
Tudo conforme acontecia já no tempo da senzala em que as jornadas não tinham fim...
Não se preocupam em lembrar que a pessoa - palavra estranha - possa ter uma casa com filhos, um marido ou uma esposa, ou seja, uma vida para cuidar.
Basta andar na casa desses patrões e ver a área reservada aos escravos, isso é, empregados: Quartinhos mínimos, sem ventilação, banheiros minguados. É ali que se quer que sejam renovadas as forças para mais e mais jornadas de trabalhos forçados - todos os dias - em prol do bem estar da elite doméstica.
Interessante é a surpresa causada por uma empregada que pede demissão, mesmo ganhando mais de dois salário mínimos. Não interessa que a distância dos filhos os estejam levando à droga, à prostituição e à morte.
Na hora de demitir por causa dos novos direitos, a mesma desconsideração: 5, 10 ou 15 anos e até mais de bons serviços prestados são recompensados com demissão sumária e nenhuma negociação.
Qualquer argumentação que fizerem não vai negar o caráter desumano dessa escravidão contemporânea.
Mesmo quando são muito bonzinhos, esses novos senhores de escravos ainda tratam seus colaboradores como cidadãos de segunda linha:
a) reservam para seus filhos crescidos os trabalhos domésticos surgidos junto a parentes e amigos.
b) Encaminham esses jovens para trabalhos de menor potencial de salário.
c) Jamais envidam esforços no sentido de que os adolescentes possam vir a vislumbrar uma formação superior e um status que não seja o mesmo que viveram com seus pais.
Não, não se está pedindo que os empregados sejam tratados como parentes. Não se trata disso. A relação de emprego tem que ser mantida, até por causa da importância social dessas colocações. O tratamento da questão pode e deve ser feito de maneira objetiva à luz da lei. Aos trabalhadores domésticos deve ser oferecido o que a lei previr. Só não cabe a continuidade da ignorância sobre a sua  humanidade e os seus problemas.
Não!!!
Os direitos dos trabalhadores domésticos não são somente deles. 
A falta de dignidade, ainda que não reconhecida, também parte de quem a impõe a outras pessoas.
Combatendo-se a imoralidade com a criação de uma lei mais isonômica, todos ganham.
Ganham os empregados por terem seus direitos reconhecidos.
Ganham os patrões por se diferenciarem, mesmo que à força, dos senhores de escravos dos engenhos.
No fim do túnel, mesmo o pobre e indigno burguês que nunca viu nem a si mesmo como pessoa, pode parar e pensar nas aulas de ciências e se assustar com a constatação de que é gente, de que o empregado é gente e de que ele vive num mundo que não é baseado apenas em cifrões e cotações.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O trote é o diploma

         A maioria dos diplomas de cursos superiores são o pior trote que os alunos podem receber.
         Ao fazerem seus cursos não somam méritos para que possam receber depois o retorno financeiro pelo seu esforço. Cometem desvios de conduta, distrações com prazeres e política e não têm objetivo.
         Dois, três ou até 8 ou mais salários mínimos são pagos por diplomas que não vão garantir tal renda à maioria de seus agraciados.
         Com os cursos menos prestigiados, então, é fatal. Não vão receber após formados nem o valor que pagaram de mensalidade.
         Mas, onde começa o erro?
         Vendo um trote, na rua, seja em Ouro Preto, Uberlândia ou onde for, já é possível vislumbrar algo errado.
         O nível de humilhação que é feito com os alunos, com caras pintadas, sujos e, às vezes, bêbados, são obrigados a pedir esmolas, gritar no meio dos carros e se arriscar entre os motoqueiros. Isso em           Belo Horizonte e Uberlândia, pois em Ouro Preto é pior...
         São cabelos rapados parcialmente, tabuletas com ditos ridículos e outras pérolas da selvageria e do ridículo.
         Só esse quadro já é uma boa prévia do que vai ser o curso.
         Durante o curso ainda vem as cervejadas, os namoros e todas as outras distrações.  Ainda há as greves, as mobilizações politicas e tudo que faz uma grande parte reduzir as possibilidades de se fazer um curso decente.
         A estatística que ninguém faz é o retorno social do gasto feito é péssimos alunos e péssimos cursos para a sociedade que os paga.
         Qual o professor que vai, conscientemente, fornecer os critérios ou trabalhar em projetos que mostrem a inutilidade dos gastos feitos com certos cursos. Como vão mostrar e sistematizar a penúria do objeto de seu trabalho. E que não dão mínimo retorno à sociedade e muito menos ao próprio aluno.
         Mas estão aí os novatos provando que há sangue novo para o abate. Somente depois de formados é que vão ver que taxistas, industriários e militares ganham 100 ou 150% a mais que eles, apesar de todo o tempo que ficaram esquentando as cadeiras.
        E a pegadinha pode ser para a vida toda. Apenas alguns terão recursos para tentar novas profissões que sejam melhor reconhecidas e prestigiadas.