Não são todos, com certeza!
Muita Gente Boa já firmou o pé, confiando no dinheiro do Bolsa Família.
Esse pessoal, boa parte das vezes, é o mesmo que, ao primeiro pedido, se apresenta para pedir a suspensão do benefício.
Só para dar um exemplo;
Em um Município de Minas Gerais, um mecânico e sua esposa, professora, voltaram de São Paulo havia uns 3 anos.
Quando entrevistados pelo pessoal da Assistência Social da Cidade, não negaram nenhuma informação. Contaram das rendas que tinham e de quanto ganham e quantas pessoas vivem na casa. Tudo com educação e cortesia. Nada de uma atitude de reserva ou de ficar na defensiva em relação a quaisquer assuntos.
Falando sobre o retorno à sua terra, contaram das dificuldades que tiveram ao voltar para casa e demonstraram boa vontade, até, se fosse o caso, de pedirem o cancelamento.
Existem vários outros casos semelhantes em que o Bolsa Família é útil em um determinado momento. Mas ao longo do tempo passa a ser dispensável à medida que a família vai melhorando as condições de vida.
Entretanto, como cabe ao ser humano, sempre existem os absurdos por aí...
Mas tem uma turminha complicada recebendo esse dinheiro.
Bastam duas cenas para entender como essas pessoas vivem:
Cenário I
A assistente social tenta fazer uma entrevista às 08:00 hs da manhã que é quando começa o expediente.
Sem chance, pois ninguém atende a porta. A impressão que se tem é de que a casa está vazia ou de que estão todos mortos.
Em alguns casos, as visitas JÁ são agendadas à tarde por que a família "visitada" não atende, em hipótese nenhuma, durante a manhã.
Somente depois de 13 ou 14 horas é possível fazer um contato imediato de 3º grau com os indigentes.
Cenário II
Durante as visitas feitas por volta das 3 ou 4 horas da tarde, a assistente social e outros funcionários da prefeitura tem enorme dificuldade em serem atendidos.
Quando, depois de muito tempo, alguém sai à porta, percebe-se que a pessoa procurada estava dormindo.
Ao entrar na casa, qual não é a surpresa de ver que havia mais 4 ou 5 pessoas, e que ninguém se deu ao trabalho, sequer, de ABRIR a porta e ver quem era...
Encontrado esse quadro, há grande possibilidade de a família citada, incluindo pais, avós, cachorros, patos e galinhas estarem assistindo novelas mexicanas ou outros programas tão informativos quanto.
E o funcionário que precisa cumprir sua tarefa fica lá fora esperando, à mercê da boa vontade dessa gente.
Geralmente, essas são as mesmas pessoas para as quais nenhum programa de incentivo funciona.
Não participam das atividades propostas pelas prefeituras em apoio ao bolsa família;
Os filhos vão à escola mas não apresentam desenvolvimento nenhum e atrapalham os que tem alguma chance.
O dinheiro recebido é gasto, boa parte, pelo menos, em bebidas alcoólicas e jogos de azar.
As iniciativas de incentivo ao desenvolvimento pessoal como o projovem ou qualquer outra iniciativa dos municípios são procuradas apenas em função dos benefícios imediatos como o lanche ou o dinheiro das respectivas bolsas.
A médio e longo prazo, essas serão as mesmas pessoas, tão conhecidas nos municípios do interior, que MESMO RECEBENDO VÁRIOS BENEFÍCIOS, vivem nas portas das prefeituras pedindo mais um dinheirinho para o gás ou para o aluguel.
E O PIOR É QUE CONSEGUEM. Prefeitos, outros políticos e até os funcionários mais bem intencionados são obrigados a fazerem esse tipo de caridade devido à opinião pública que, certamente, ficará do lado destes pedintes.
Quase ninguém reconhece o problema, mas o assunto já faz parte do senso comum dos profissionais ligados às áreas sociais. Caberia a aplicação de questionários e a sistematização do assunto por intelectuais da área.
Claro que existem as exceções e as pessoas que realmente passam por dificuldades. Mas a expressão MOMENTÂNEA tem grande peso na hora de definir entre os casos esporádicos e os patológicos.
Ninguém fala em números desse tipo de pessoa, mas que deve ser relevante
deve. Caberia pelo menos uma pesquisa por parte do governo de quantas
pessoas se encaixam em tal perfil. De posse dessas informações seria
possível dirigir políticas públicas mais objetivas e mais incisivas para
diminuir essa população.
Encontrar os defeitos e não apresentar a solução é fácil.
Neste caso, o trabalho é longo...
Passa, necessariamente, pela educação, mas há que se pensar, certamente, em coerção.
Afinal, o dinheiro gasto com essas pessoas é do público, que trabalha.
Por fim, a notícia boa!
O Bolsa Família dá lucro para o governo, ou melhor, OS GOVERNOS.
Está na reportagem do Estadão e já foi discutido em outros trabalhos de universidades.
Os valores ganhos com os impostos é maior do que o gasto com as famílias.
Até os maiores defensores têm argumentos para provar o impacto positivo sobre as contas do governo:
"Porque injetar dinheiro em comunidades pobres é interessante para a circulação do capital. Lição simples de história econômica geral." - Por Carol Bazzo
Tanto os argumentos, quanto os efeitos positivos do Bolsa Família são indiscutíveis.
Mas, que os relatos acima possam demonstrar que há riscos, sim, nas ações assistencialistas.
Somente a educação continuada, a autocrítica do programa e a discussão sobre o assunto é que podem garantir um quadro duradouro e positivo para esse tipo de programa.
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quinta-feira, 11 de julho de 2013
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Efeito scooby doo
Como é que funciona, basicamente, todo episódio do Scooby Doo? Uma turma de garotos, andando por algum lugar, na sua “Máquina do Mistério” encontra-se com um monstro que apronta todas. Imediatamente, apesar do medão que sentem, eles começam a arranjar um meio para prender e desmascarar a assombração.
Em seguida, depois de umas peripécias e alguns momentos de música, fugindo do “monstro” eles já têm um plano pronto e começam a se preparar para “pegá-lo”.
A parte mais importante vem agora: O plano inicial NUNCA dá certo. As armadilhas não funcionam, o monstro não passa onde deveria passar, alguma coisa quebra, etc.
Praticamente todos os episódios têm essa mesma estrutura.
O interessante a se observar nisso é que a vida de muitas pessoas responde à mesma estrutura de desacerto que, em determinado momento, tende a se organizar em sucesso. Prepara-se uma carreira, pensa-se em alguma coisa, estuda-se bastante e se vai tentando progredir.
Primeiro é o segundo grau direcionado a uma carreira específica. Um futuro dentista, por exemplo, vai procurar se dedicar, com prioridade, a matérias como química ou biologia. Os pretensos engenheiros vão curtir desarvoradamente as matérias mais específicas dessa área como a física e a matemática.
Em seguida, o vestibular. Pura diversão! Toda a dedicação para a área que era visada não vai salvar o indigente de ter que se virar nas matérias de que “não gostava”. Pois que os mínimos são uma exigência comum e a concorrência exige que se some o máximo de pontos possível. Sábados, domingos, feriados e momentos com a família, amigos e namoradas ficam inevitavelmente prejudicados.
Então vêm os maravilhosos anos de faculdade! Para alguns a diversão não acaba. Cigarros legais e ilegais, bebidas e noitadas passam a fazer parte do cotidiano. Outros, mais contidos e possivelmente mais bem sucedidos na carreira profissional, rendem-se menos à bagunça e passam anos de sacrifício e dedicação buscando aproveitar devidamente o tempo que têm e os recursos na tentativa de obter sucesso profissional.
Apenas uma pequena parcela consegue “servir a dois senhores”, como dito em algum lugar da bíblia: Aprontam de todas na sacanagem generalizada e nas confusões que o ambiente escolar oferece e ainda assim conseguem atingir uma preparação mínima que lhes permita não depender tanto dos pais depois de formados.
Tanto para uns quanto para outros, no entanto, uma regra é nítida. Quando vier o momento em que se fizer necessário obter renda, vão se virar como puderem. É a hora em que o esforço, qualquer que seja, que foi despendido, trará os seus resultados.
Mesmo o baderneiro irresponsável, ou aos desinteressados ou mesmo incompetentes, que apesar do diploma – esse não é tão difícil de conseguir – não tem a mínima capacidade profissional, tem seus méritos. Apesar da distância existente entre obter o “canudo” e ser um profissional decente, há alguma dificuldade intelectual para conseguir se formar. Em quaisquer atividades que venham a se dedicar, ainda assim, vão estar alguma coisa à frente daqueles que não despenderam esforço algum, mesmo que seja o da “enrolação” de mestres e colegas que os tenham ajudado a terminar o curso.
Em outros casos, o que se vê é a mudança de carreira ou de objetivos. Inúmeros são os casos de engenheiros, médicos e advogados que se voltam para a política. Profissionais liberais de cursos menos prestigiados como Ciências Contábeis, Administradores, Fisioterapia e Geografia, por exemplo, que descobrem no serviço público uma forma de serem mais bem remunerados do que se estivessem no mercado de trabalho da iniciativa privada.
Mesmo profissionais oriundos de cursos de medicina e engenharia podem vir a encontrar um porto seguro na atividade pública onde, mais das vezes, não se lhes é exigido o que tanto se vê na iniciativa privada: que tenham “jogo de cintura” e aceitem fazer esquemas ilícitos. Exemplo é o caso de médicos que inventam problemas para seus pacientes para justificar procedimentos muito caros, junto aos planos de saúde, ou engenheiros que tem que “elaborar” planilhas de custos com preços superfaturados, como tanto se vê na media, por aí.
Muito variadas são as formas pelas quais um profissional de uma área acaba se realizando profissional ou financeiramente em outra. O certo e indiscutível é que o esforço feito acaba retornando de alguma forma. Isso é o Efeito Scooby Doo.
Apesar de não ser possível prever o futuro e ainda existirem algumas possibilidades como as guerras, doenças ou crises que podem prejudicar a todos, só resta o trabalho e a produtividade como caminho para buscar a felicidade. Como disse, parafraseadamente, Nietzsche, “só a educação do caráter pela arte pode dar sentido à vida”.
Em seguida, depois de umas peripécias e alguns momentos de música, fugindo do “monstro” eles já têm um plano pronto e começam a se preparar para “pegá-lo”.
A parte mais importante vem agora: O plano inicial NUNCA dá certo. As armadilhas não funcionam, o monstro não passa onde deveria passar, alguma coisa quebra, etc.
Praticamente todos os episódios têm essa mesma estrutura.
O interessante a se observar nisso é que a vida de muitas pessoas responde à mesma estrutura de desacerto que, em determinado momento, tende a se organizar em sucesso. Prepara-se uma carreira, pensa-se em alguma coisa, estuda-se bastante e se vai tentando progredir.
Primeiro é o segundo grau direcionado a uma carreira específica. Um futuro dentista, por exemplo, vai procurar se dedicar, com prioridade, a matérias como química ou biologia. Os pretensos engenheiros vão curtir desarvoradamente as matérias mais específicas dessa área como a física e a matemática.
Em seguida, o vestibular. Pura diversão! Toda a dedicação para a área que era visada não vai salvar o indigente de ter que se virar nas matérias de que “não gostava”. Pois que os mínimos são uma exigência comum e a concorrência exige que se some o máximo de pontos possível. Sábados, domingos, feriados e momentos com a família, amigos e namoradas ficam inevitavelmente prejudicados.
Então vêm os maravilhosos anos de faculdade! Para alguns a diversão não acaba. Cigarros legais e ilegais, bebidas e noitadas passam a fazer parte do cotidiano. Outros, mais contidos e possivelmente mais bem sucedidos na carreira profissional, rendem-se menos à bagunça e passam anos de sacrifício e dedicação buscando aproveitar devidamente o tempo que têm e os recursos na tentativa de obter sucesso profissional.
Apenas uma pequena parcela consegue “servir a dois senhores”, como dito em algum lugar da bíblia: Aprontam de todas na sacanagem generalizada e nas confusões que o ambiente escolar oferece e ainda assim conseguem atingir uma preparação mínima que lhes permita não depender tanto dos pais depois de formados.
Tanto para uns quanto para outros, no entanto, uma regra é nítida. Quando vier o momento em que se fizer necessário obter renda, vão se virar como puderem. É a hora em que o esforço, qualquer que seja, que foi despendido, trará os seus resultados.
Mesmo o baderneiro irresponsável, ou aos desinteressados ou mesmo incompetentes, que apesar do diploma – esse não é tão difícil de conseguir – não tem a mínima capacidade profissional, tem seus méritos. Apesar da distância existente entre obter o “canudo” e ser um profissional decente, há alguma dificuldade intelectual para conseguir se formar. Em quaisquer atividades que venham a se dedicar, ainda assim, vão estar alguma coisa à frente daqueles que não despenderam esforço algum, mesmo que seja o da “enrolação” de mestres e colegas que os tenham ajudado a terminar o curso.
Em outros casos, o que se vê é a mudança de carreira ou de objetivos. Inúmeros são os casos de engenheiros, médicos e advogados que se voltam para a política. Profissionais liberais de cursos menos prestigiados como Ciências Contábeis, Administradores, Fisioterapia e Geografia, por exemplo, que descobrem no serviço público uma forma de serem mais bem remunerados do que se estivessem no mercado de trabalho da iniciativa privada.
Mesmo profissionais oriundos de cursos de medicina e engenharia podem vir a encontrar um porto seguro na atividade pública onde, mais das vezes, não se lhes é exigido o que tanto se vê na iniciativa privada: que tenham “jogo de cintura” e aceitem fazer esquemas ilícitos. Exemplo é o caso de médicos que inventam problemas para seus pacientes para justificar procedimentos muito caros, junto aos planos de saúde, ou engenheiros que tem que “elaborar” planilhas de custos com preços superfaturados, como tanto se vê na media, por aí.
Muito variadas são as formas pelas quais um profissional de uma área acaba se realizando profissional ou financeiramente em outra. O certo e indiscutível é que o esforço feito acaba retornando de alguma forma. Isso é o Efeito Scooby Doo.
Apesar de não ser possível prever o futuro e ainda existirem algumas possibilidades como as guerras, doenças ou crises que podem prejudicar a todos, só resta o trabalho e a produtividade como caminho para buscar a felicidade. Como disse, parafraseadamente, Nietzsche, “só a educação do caráter pela arte pode dar sentido à vida”.
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