quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Não pensar é não viver - vidas desafiadas

Alguns Homens não fazem certas atrocidades, como no caso das guerras e da corrupção, por não acreditarem no Ser Humano. As Guerras, inclusive a urbana são feitas, mais das vezes, por que o próprio Ser Humano não Acredita em si mesmo. Não têm consciência de si mesmo. Vide os europeus no início do Século XX. E os próprios brasileiros nos dias de hoje.
Na Europa do início do Séc.XX, os poloneses não esperavam pela Guerra e não modernizaram suas armas. E pagaram caro com o massacre, com o genocídio generalizado. Só na floresta de Katin foram mais de 12000 oficiais e intelectuais mortos a tiros, manual e pessoalmente pelos russos.
Ao mesmo tempo, os pacatos cidadãos alemães do entre guerras acreditavam em qualquer coisa e obedeciam sem discutir a qualquer tipo de autoridade.
Ao mesmo tempo, os franceses curtiam, pelo menos a maior parte deles, as suas belíssimas ribaltas e a vida festiva e não se defenderam como deveriam. Aliás como o fizeram em várias outras situações.
Quase ninguém se preparou para o que viria. Poucos tinham consciência mais clara do que eram e faziam.
A preparação melhor acontecia em maior grau e de forma infeliz com os queriam, e se organizavam, ainda que precariamente, para fazer o mal, como foi o caso dos Nazistas. Nem mesmo eles estavam tão preparados assim para o que propuseram a fazer. Tanto que foi grande a derrocada que viveram ao final de mais de 5 anos de guerra.
Não havia uma entidade, uma instância que fosse capaz de produzir o aviso de que alguma coisa ia explodir. Os intelectuais foram relegados ao isolamento, talvez procurado e preparado por eles mesmos, até por soberba e vontade não se misturarem com os mortais.
Só quando os grandes nomes judeus começaram a ser expulsos das universidades e dos postos que ocupavam, alguma luz pode ter se acendido. Entre eles, os banqueiros e donos de grandes fortunas que não coadunavam com o regime.
Apesar de tudo, poucos foram os que fugiram a tempo e em segurança.
Nos dias de hoje vivem-se tempos de descrença e alienação no Brasil.
Basta ver o tipo de música que faz mais sucesso e da qual a alienação é a marca registrada. O pequeno rol de temas não foge muito à exaltação dos valores materiais, ao sexo desenfreado e quase sempre apenas fictício, à incitação à violência e ao crime e mais uma meia dúzia de temas dos quais não se foge.
Entre os temas mais inocentes está a eterna vontade retornar aos valores mais simples e que também não deixa de ser alienada e irresponsável. Do tipo em que o autor da letra não consegue mais viver na cidade. Também se fala em futebol como se fosse, e é em muitos casos, a única razão de existir da maioria das pessoas.
Como na frase atribuída a Renato Russo, o que importa é o presente, sem grandes preocupações com os resultados e com o que virá.
De toda a forma, a falta de questionamentos existenciais e de engajamento político é uma demonstração de alienação. Letras como Geração Coca-cola, Que País é esse ou Vento do Litoral, feitas por Renato Russo não se encaixam na existência da grande maioria dos jovens. Não foi só a batata frita que venceu. O mcdonalds e o sertanejo universitário, eternamente no primeiro semestre da "facul", é que fazem a cabeça, cheia do mesmo gel do penteado, dos graduandos do presente, no Brasil.
O resultado, mesmo que indireto é a guerra. Se não há motivação política para uma guerra entre nações, ela é feita nas ruas. Ela é fruto da falta de engajamento e da ignorância generalizada. O raciocínio é até simplista mas óbvio: Se o graduando e até mesmo os graduados e pós graduados da universidade não ligam para a busca de valores e questionamentos mais elevados, o que dizer do marginal, daquele que fugiu da escola lá pela 6ª ou 7ª série? Nesse contexto é que surgem os extremos e o mal que se avoluma nas páginas policiais.
De qualquer maneira, é uma guerra. Poucos são os que perdem. Em geral, marginais matam marginais e a notícia vira apenas estatística não dando muito trabalho à polícia. O problema só toma corpo quando o mal sai das áreas mais pobres da cidade e ataca a classe média. Somente aí é que a notícia vira indignação. Mas o processo e a ignorância não são o bastante para ver as verdadeiras causas...






sábado, 17 de agosto de 2013

Cúmulo da burrice e da ignorância

Desabafo de quem "tentou" dormir numa cidade extremamente bagunçada e sem lei, em um final de semana das férias:
"Pirapora, meia noite e meia, hora, de uma sexta para sábado...
02 de agosto de 2013...
Realmente a burrice de nosso povo não tem limites...
Às vezes parece que a burrice brasileira não é incômoda...
Somos burros mas não agredimos ninguém...
Tirando os paraguaios e as memórias do duque de caxias, nada poderia ser dito contra nós...
Mas a burrice também pode extrapolar...
É o caso dessa cidade!!!"
É o tal do som de carro aliado à incapacidade de se fazer valer a autoridade numa terra de ninguém...


10 motivos para a Universidade ser comunista

Em certos casos é necessário ser bem explícito para levar as pessoas a pensarem...
Por que as universidades, professores e estudantes de nível superior, geralmente das áreas de ciências humanas, têm tanto empenho em defender o comunismo?
Por que se arriscam tanto a tomar posição de DEFESA de alguns tipos como Lênin, Fidel Castro e Guevara, mesmo sabendo, e lhes sendo claro que:
a) tais regimes não funcionam economicamente;
b) matam muito para se manterem, e
c) não garantem a mínima qualidade de vida a quem não for do partido, ou seja, a uma minoria?
Claro que não se pode responder a tal pergunta somente com um pequeno texto. Mas é possível especular bastante os motivos de assumirem esse risco.
O assunto fica mais interessante ainda, quando se pensa que quem se arrisca, supostamente, é gente que pensa mais que a média do nosso povo.
Esses são apenas alguns exemplos de como pode ser útil agitar uma bandeira cujo vermelho significa muito mais SANGUE que qualquer outra coisa...
Defender o comunismo:
1 – tira a responsabilidade de ser eficiente;
R – Sempre existe e existirá o questionamento de que o dinheiro gasto nas escolas públicas de educação superior deveria dar retorno aos cofres do governo e, assim, indiretamente, atender as necessidades de desenvolvimento do país. Com o comunismo esse problema está resolvido.
Para comunistas não existe competição. O pedreiro, por exemplo, deve ganhar o mesmo que o médico que passou anos e mais anos na escola. Então, sendo o país comunista, acabou-se qualquer questionamento sobre a eficiência com que deve ser gasto o dinheiro para o ensino superior. Daí para o gasto desenfreado com projetos absurdos e sem qualquer ligação com o real, basta apenas um pulinho.
2 – Ajuda a incriminar o empresariado pelos problemas econômicos;
R – O empresariado é a classe capitalista na cabeça dos comunistas com roupa de marca ou cigarrinho de maconha na boca (muitas vezes os dois). Assumindo e reforçando continuamente a posição de serem comunistas, o pessoal da “academia” tira de si qualquer responsabilidade pelo sucesso ou insucesso do país. Cientes de que um regime comunista verdadeiro e JUSTO é impossível, lutam sempre por uma utopia inalcançável - utopia é inalcançável. Como ela não chega, podem continuar pondo a culpa nos outros e não em si mesmos pela falta de mudanças.
3 – Finge que não faz política mas faz;
R – Os estudantes e professores comunistas são como moças, donzelas que sublimam seu desejo sexual. Aqui, no caso, a inocência, a candura vem de , supostamente, não haver empenho em fazer política. SUPOSTAMENTE, pois o que conta não é o que se fala. É o que se faz, e quando, por exemplo, se abre um “Centro de Difusão do Comunismo” como na UFOP, o que conta não é a mensagem transmitida, mas os resultados obtidos. Podem falar o tempo todo em diversidade de ideias, mas quando se defendem regimes mantidos por nomes como Lênin, Stalin, Mao Tsé Tung ou Fidel Castro, não importa o nome que se está dando, mas o que se faz é a defesa do mal indiscutível que esses caras fizeram.
4 – Ajuda a inventar motivos para gastar;
R – Fazer muitas despesas é muito importante em um órgão público. É gastando muito que se vai conseguir agradar os amigos, por exemplo. E nem precisa ser de maneira ilícita, não. Aquela viagem internacional, aquele congresso sobre o formato da asa da libélula lá na sibéria. Qualquer coisa ajuda. Todo mundo fica feliz quando há motivos para esbanjar.
Apareça alguém para se posicionar a respeito da proteção às formiguinhas do campus, arranje mais uns 5 ou 6 que o apoiem e logo já poderá conseguir uma verba para iniciar um estudo, para iniciar uma comissão, para preparar um congresso, que vai produzir anais, que serão base para reflexão, e que serão fontes para vários doutorados, que criarão um novo curso superior.
Neste curso, com ampla grade curricular, serão estudadas as enormes dificuldades por que passam as formiguinhas nos campi das universidades. Será ensinado a construir túneis, com a ajuda de engenheiros, claro, para que possam passar por baixo da estrada, protegidas dos carros. Serão estudadas as melhores formas de reprodução das formigas no trânsito da escola. E o mais importante de tudo, será criado um departamento inteiro com orçamento próprio e totalmente AUTÔNOMO para gerenciar tudo que se refira às formiguinhas do campus... E gastar muito...
5 – Cria polêmica e ganha espaço na media;
R – A diversidade de ideias é muito importante. Questão de bom senso. Do brainstorm dos vários conhecimentos de uma sociedade é que vão surgir as boas ideias verdadeiras e APLICÁVEIS a uma sociedade. Mas quando se defendem utopias inexistentes - utopias são inexistentes - fica fácil conseguir publicidade. As pessoas e instituições que têm os “pés no chão” não vão perder muito tempo com essas discussões e o mérito de revê-las, muito superficialmente, como sempre, vai recair sobre a media, que faz o que quiser da informação. E sobretudo a propaga e valoriza as mais estapafúrdias ideias.
6 – Nega a verdade extra acadêmica;
R – É importante reforçar a dicotomia, a separação entre o ambiente acadêmico e a vida. Repisando-se expressões como autonomia, subversão e opressão, os teóricos ficam com todo o poder para criar, ou tentar criar o seu mundo próprio, regido pelas próprias regras. Afinal de contas, a ambição por poder é uma companhia constante da vaidade. A mesma vaidade que faz tantas pessoas procurarem indefinidamente aumentar e se vangloriarem de suas vitórias acadêmicas.
Interessante é que a ambição por glória parece caminhar na direção contrária dos resultados verdadeiros. Einstein não teve muito tempo para se vangloriar. Feynman, com certeza, não se vangloriava de seus feitos, até por que deveu os dois cânceres de que morreu à sua obra.
O certo é que a Universidade ou a academia, como se quiser chamar, precisa de regras próprias a serem ditadas e editadas em seu próprio ambiente e em seu próprio proveito. Mais ou menos como se faz no legislativo. Deixar que a busca de eficiência ou a competição passem a fazer parte, pelo menos explícita do seu dia a dia não interessa a ninguém. Assim a permissão, mesmo que fictícia, de que se propague o comunismo é uma forma bem confortável de continuar mantendo o poder.
7 – Quando combatida pode-se fazer de vítima;
R – Nada melhor que ser incompetente no mundo acadêmico. A compaixão é uma virtude na academia. Ajuda-se um pouco aqui, defende-se um amigo ali. Tudo do bom e do melhor , principalmente, para quem é fraco. Mesmo se essa fraqueza é causada por se defenderem causas mortas. No caso dos comunistas da academia, o posicionamento do lado “mais fraco” acaba, com pouca dificuldade, lhes rendendo a posição de “minorias” ou seja, tem que ser defendidos. Não importa o tamanho da idiotice que se estiver defendendo.
8 – Faz média com professores e alunos alienados;
R- Não faz nada mal um pouco de propaganda positiva. Sobretudo se o cargo de reitor é conseguido no voto. Por que não se “alinhar” com os comunistas do local. Afinal de contas, quanto mais alienado, mais fácil de ser manipulado. Gastamos um pouquinho aqui e ali com um novo “brotinho” do manifesto comunista. Continuamos fazendo tudo como acharmos melhor. E pronto, continuaremos a nos reeleger, indefinidamente.
O cruel disso tudo é que a liberdade conseguida pela administração quando consegue conter os comunistas em suas bolhas pode ser usada para o bem e para o mal. Bem utilizada, as escolas de ciências humanas continuam lá, no seu cantinho, idolatrando assassinos e a escola ainda consegue produzir algo de bom na engenharia, na medicina e e em outras áreas. Mal utilizado, o sossego conseguido pelo gestor vai virar é dinheiro na sua conta, com projetos voltados apenas para os ganhos pessoais de quem cuida do dinheiro.
O ideal seria participação e engajamento verdadeiro, não em causa própria, o que fica até barato para ser administrado. Mas em prol do verdadeiro desenvolvimento das instituições e dos respectivos resultados.
9 – Atende a pressupostos teóricos muito difundidos;
R – É enorme a gama de conhecimento gerado em torno da defesa do comunismo. O pior é que não se trata de defesa do comunismo. Geralmente, o conhecimento produzido se refere à opressão que a sociedade faz sobre o indivíduo como é o caso de Foucault e da escola de frankfurt. Mas é facílimo transferir o questionamento do poder para a bipolaridade entre comunismo e capitalismo, quando se quer. Sobretudo devido à simplificação que é um costume muito comum do ser humano e, inclusive dos senhores doutores comunistas de plantão. É muito fácil se posicionar em apenas um lado das coisas e não mergulhar na verdade dos outros. Logo quem, supostamente, deveria ser capaz de como o “filósofo” se por de fora do movimento para observá-lo melhor.
10 – Alimenta o ego de muitos e distrai a mente.
R – Mesmo o mais eficiente, inteligente e diligente dos alunos ou dos mestres de engenharia ou o professor de cirurgia geral podem precisar de uma catarse. Todo mundo precisa desabafar e se descontrair com alguma coisa. A distração faz parte da vida. Por que não se envolver com utopias, supostamente, inofensivas e gente tão inocente a ponto de acreditar nelas. É como ver uma novela que se desenvolve no mundo real. Como é utopia, nunca vai sair do papel e das mentes das pessoas, mesmo. Nunca vai mudar o statos quo. Então por que não relaxar e gozar?
Vamos fazer passeata, vestir a camisa do tchê, chamar os amigos de “reacinhas” e tudo mais. É tudo brincadeira. Afinal de contas, nós vamos continuar a viver, mesmo, é com o salário produzido pela exploração que o empresário faz com o trabalhador.
Afinal, nós todos sabemos que a principal diferença entre capitalismo e socialismo é quem sangra o povo: se são os empresários ou se são as minorias representadas pelos membros dos partidos.

Aliás, essa parte do ego explica muita coisa. Em muitos casos, mesmo o comunista mais chique, aquele que não abre mão da roupa de marca ou da viagem internacional, continua agindo como um alienado mental ao defender suas ideias. O curioso é que se tal empenho em lutar pela causa fosse revertido em vontade ganhar dinheiro, ele não precisaria esperar o salário da universidade para satisfazer seus caros gostos pessoais. Ele poderia transferir seus ímpetos para a iniciativa privada e conseguir altos ganhos devidos à sua vontade se dar bem. Poderia até gerar empregos. Talvez. Mas, com certeza, seria bem mais ético... 

A parte triste dessa história é que significa menos um ponto, ainda, infelizmente, para as ciências humanas. Além de só servirem, maioria das vezes, para produzir mais e mais trabalhos e ideias sobre os mesmos pontos, pois raras vezes são capazes de criar projetos práticos e úteis para o desenvolvimento do país. A própria sociedade em geral, no mundo inteiro, não pode se orgulhar de ter obtido sucessos e mais sucessos devido à influência das ciências humanas. Não existe um equivalente nas ciências humanas de uma invenção do avião, do computador, ou da cura da varíola ou da paralisia infantil.
Freud até que chegou perto. Quem o leu e aprendeu sobre sua obra é capaz de reconhecer sua grandeza direta e indireta. Chomsky também semeou muita coisa boa. Mas nada que pudesse ser tateado e que beneficiasse diretamente às classes mais humildes...    
Ainda conseguem piorar o negócio fazendo gastos inúteis e criando caso com a população que quer trabalhar e produzir de verdade. Os que querem trabalhar, felizmente, não são apenas os empresários. Não! Muitos humildes trabalhadores e gente da classe média, geralmente pais e mães dessa turminha, já sabem que não adianta ficar questionando demais. Não! O importante é trabalhar e buscar algum objetivo verdadeiro para melhorar a vida, tanto individualmente, quanto a do povo.



segunda-feira, 15 de julho de 2013

A intuição feminina e a criação científica

      A intuição sempre fez parte da produção científica feminina. Ao começar um trabalho científico a mulher já começa um passo à frente devido à sua capacidade de intuir os caminhos e os possíveis resultados a que quer chegar.
      A produção científica não é, ao contrário do que possa parecer, uma atividade robótica, extremamente metódica. O método aparece apenas como consequência de uma série de ideias originais que antecedem o trabalho propriamente dito. É nesse momento, principalmente, que vale a originalidade, a experiência e o sentimento feminino para definirem as bases de um trabalho. Nesse ponto, que a mulher por sua natureza mais reflexiva e sensibilidade mais apurada tende a tomar as decisões certas sobre que caminhos seguir para completar a tarefa.
      Já no caso dos resultados a intuição é tão forte que se costuma partir deles para a construção do trabalho científico: A pessoa observa um fenômeno, mesmo que seja apenas uma vez. A certeza de que se trata de um fato digno de registro científico é tão grande, devido a um sentimento interno da mulher, que o objetivo do trabalho passa a ser a comprovação e o registro de como aquilo aconteceu. Ou seja, basta observar o fenômeno já conhecido, obter dados, sistematiza-los, fazer as comparações teóricas e produzir as conclusões.
      Seja descobrindo como fazer um trabalho científico ou determinando onde quer chegar, a intuição feminina é um passo à frente na obtenção de resultados científicos. Ao contrário do que se pode imaginar, o sentimento interno também pode influenciar positivamente, e muito, o desenvolvimento de uma pesquisa e a produção de conhecimento.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Os Zumbis do Bolsa Família

Não são todos, com certeza!
Muita Gente Boa já firmou o pé, confiando no dinheiro do Bolsa Família.
Esse pessoal, boa parte das vezes, é o mesmo que, ao primeiro pedido, se apresenta para pedir a suspensão do benefício.

Só para dar um exemplo;

Em um Município de Minas Gerais, um mecânico e sua esposa, professora, voltaram de São Paulo havia uns 3 anos.
Quando entrevistados pelo pessoal da Assistência Social da Cidade, não negaram nenhuma informação. Contaram das rendas que tinham e de quanto ganham e quantas pessoas vivem na casa. Tudo com educação e cortesia. Nada de uma atitude de reserva ou de ficar na defensiva em relação a quaisquer assuntos.
Falando sobre o retorno à sua terra, contaram das dificuldades que tiveram ao voltar para casa e demonstraram boa vontade, até, se fosse o caso, de pedirem o cancelamento. 
Existem vários outros casos semelhantes em que o Bolsa Família é útil em um determinado momento. Mas ao longo do tempo passa a ser dispensável à medida que a família vai melhorando as condições de vida. 

Entretanto, como cabe ao ser humano, sempre existem os absurdos por aí... 
Mas tem uma turminha complicada recebendo esse dinheiro. 
Bastam duas cenas para entender como essas pessoas vivem:

Cenário I
A assistente social tenta fazer uma entrevista às 08:00 hs da manhã que é quando começa o expediente. 
Sem chance, pois ninguém atende a porta. A impressão que se tem é de que a casa está vazia ou de que estão todos mortos. 
Em alguns casos, as visitas JÁ são agendadas à tarde por que a família "visitada" não atende, em hipótese nenhuma, durante a manhã. 
Somente depois de 13 ou 14 horas é possível fazer um contato imediato de 3º grau com os indigentes. 

Cenário II 
Durante as visitas feitas por volta das 3 ou 4 horas da tarde, a assistente social e outros funcionários da prefeitura tem enorme dificuldade em serem atendidos. 
Quando, depois de muito tempo, alguém sai à porta, percebe-se que a pessoa procurada estava dormindo.
Ao entrar na casa, qual não é a surpresa de ver que havia mais 4 ou 5 pessoas, e que ninguém se deu ao trabalho, sequer, de ABRIR a porta e ver quem era...
Encontrado esse quadro, há grande possibilidade de a família citada, incluindo pais, avós, cachorros, patos e galinhas estarem assistindo novelas mexicanas ou outros programas tão informativos quanto.
E o funcionário que precisa cumprir sua tarefa fica lá fora esperando, à mercê da boa vontade dessa gente. 

Geralmente, essas são as mesmas pessoas para as quais nenhum programa de incentivo funciona.
Não participam das atividades propostas pelas prefeituras em apoio ao bolsa família;
Os filhos vão à escola mas não apresentam desenvolvimento nenhum e atrapalham os que tem alguma chance.
O dinheiro recebido é gasto, boa parte, pelo menos, em bebidas alcoólicas e jogos de azar. 
As iniciativas de incentivo ao desenvolvimento pessoal como o projovem ou qualquer outra iniciativa dos municípios são procuradas apenas em função dos benefícios imediatos como o lanche ou o dinheiro das respectivas bolsas. 
A médio e longo prazo, essas serão as mesmas pessoas, tão conhecidas nos municípios do interior, que MESMO RECEBENDO VÁRIOS BENEFÍCIOS, vivem nas portas das prefeituras pedindo mais um dinheirinho para o gás ou para o aluguel.
E O PIOR É QUE CONSEGUEM. Prefeitos, outros políticos e até os funcionários mais bem intencionados são obrigados a fazerem esse tipo de caridade devido à opinião pública que, certamente, ficará do lado destes pedintes. 
Quase ninguém reconhece o problema, mas o assunto já faz parte do senso comum dos profissionais ligados às áreas sociais. Caberia a aplicação de questionários e a sistematização do assunto por intelectuais da área. 
Claro que existem as exceções e as pessoas que realmente passam por dificuldades. Mas a expressão MOMENTÂNEA tem grande peso na hora de definir entre os casos esporádicos e os patológicos. 
Ninguém fala em números desse tipo de pessoa, mas que deve ser relevante deve. Caberia pelo menos uma pesquisa por parte do governo de quantas pessoas se encaixam em tal perfil. De posse dessas informações seria possível dirigir políticas públicas mais objetivas e mais incisivas para diminuir essa população.  


Encontrar os defeitos e não apresentar a solução é fácil. 
Neste caso, o trabalho é longo... 
Passa, necessariamente, pela educação, mas há que se pensar, certamente, em coerção. 
Afinal, o dinheiro gasto com essas pessoas é do público, que trabalha. 

Por fim, a notícia boa!

O Bolsa Família dá lucro para o governo, ou melhor, OS GOVERNOS.
Está na reportagem do Estadão e já foi discutido em outros trabalhos de universidades.
Os valores ganhos com os impostos é maior do que o gasto com as famílias.
Até os maiores defensores têm argumentos para provar o impacto positivo sobre as contas do governo:

"Porque injetar dinheiro em comunidades pobres é interessante para a circulação do capital. Lição simples de história econômica geral." - Por Carol Bazzo

Tanto os argumentos, quanto os efeitos positivos do Bolsa Família são indiscutíveis. 
Mas, que os relatos acima possam demonstrar que há riscos, sim, nas ações assistencialistas.
Somente a educação continuada, a autocrítica do programa  e a discussão sobre o assunto é que podem garantir um quadro duradouro e positivo para esse tipo de programa.








terça-feira, 9 de julho de 2013

Um vulcão de qualidade e eficiência - Uma visita ao Etna

Estamos em Belo Horizonte, num quatro de julho.
Poderia ser apenas mais um aniversário da independência dos Estados Unidos.
Mas minha brilhante namorada quis ir ao Etna.
Tudo bem. Vulcão, fogos de artifício, tudo é fogo é calor... 
Primeira vez que entro na tal empresa. Estacionamento apertado com aventuras arriscadas de ter que invadir a contramão para guardar o carro. Começa aí. 
Depois, a promoção de "até 70%" que deve valer apenas para uns 2 ou 3 itens, dos quais, direito meu, não vi nenhum. Preços bem mais altos em geral, que os de lojas comuns. Muito poucos itens são "compráveis". 
Andando pela loja, não se pode voltar atrás, principalmente se estiver com carrinho. Há um percurso definido que deve ser seguido como numa romaria. 
Cismamos de lanchar. apenas um cliente estava na nossa frente. Fui ao banheiro e voltei e o cliente que estava no caixa, ainda não tinha conseguido fazer o pedido, tamanha a competência e a boa vontade das funcionárias. 
Pegamos o lanche. que se registre: uma torta de frango e uma lata de suco de pêssego para os dois dividirmos. 
Sentamos, lanchamos e fomos tentar pagar. Simplesmente as duas funcionárias que estavam atrás do balcão, que não eram a caixa, não nos perceberam. E ficamos ali parados. 
Até quando contar ou marcar o tempo no relógio para ser atendidos? E ficamos... Ficamos... Ficamos... Ficamos... e Ficamos. E ainda esperamos mais um pouquinho depois disso. 
Calmamente, como deveria ser, falei com a namorada. "Já deu, né?"... E fomos saindo com nossas compras. Ficamos mais meia hora rodando pela loja. Cheguei a abordar um empregado e informar que não havia pagado meu lanche e que estava à disposição para fazer isso. Com a humilde condição de que houvesse alguém no caixa para recebê-lo. 
Até teria lembrado, talvez, de pedir para pagar o lanche na hora de passar as minhas parcas comprinhas. Mas a fila ficou enorme. 
No altofalante alguém avisou: "Fulana e beltrana: frente de caixa". Aí a fila andou. Mas como lembrar do pagamento do lanche nessa bagunça toda? Acabou que, depois de bastante tempo, consegui abandonar tal navio. Novamente a aventura de fazer as curvas na contramão para sair. E finalmente ganhei a rua. 
Que alívio! 
A vontade voltar não é muito grande. E a de não voltar e até de ver a loja fechada é muito maior. 
Não é pelos vinte centavos, ou melhor R$10,00 do lanche. Só mandar a boleta que eu pago.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Nem por 20 centavos, muito menos por R$10,00

Dia 04 de julho de 2013.
Poderia ser apenas mais um aniversário da independência dos Estados Unidos.
Mas minha brilhante namorada quis ir ao Etna.
Tudo bem. Vulcão, fogos de artifício, tudo é fogo é calor...
Primeira vez que entro na tal empresa. Estacionamento apertado com aventuras arriscadas de ter que invadir a contramão para guardar o carro. Começa aí.
Depois, a promoção de "até 70%" que deve valer apenas para uns 2 ou 3 itens, dos quais, direito meu, não vi nenhum. Preços bem mais altos em geral, que os de lojas comuns. Muito poucos itens são "compráveis".
Andando pela loja, não se pode voltar atrás, principalmente se estiver com carrinho. Há um percurso definido que deve ser seguido como numa romaria.
Cismamos de lanchar. apenas um cliente estava na nossa frente. Fui ao banheiro e voltei e o cliente que estava no caixa, ainda não tinha conseguido fazer o pedido.
Pegamos o lanche. que se registre: uma torta de frango e uma lata de suco de pêssego para os dois.
Sentamos, lanchamos e fomos tentar pagar. Simplesmente as duas funcionárias que estavam atrás do balcão não nos perceberam. E ficamos ali parados.
Até quanto contar ou marcar o tempo no relógio para ser atendidos? E ficamos... Ficamos... Ficamos... Ficamos... e Ficamos. E ainda esperamos mais um pouquinho depois disso.
Calmamente, como deveria ser, falei com a namorada. "Já deu, né?"... E fomos saindo com nossas compras. Ficamos mais meia hora rodando pela loja. Cheguei a abordar um empregado e informar que não havia pagado meu lanche e que estava à disposição para fazer isso. Com a humilde condição de que houvesse alguém no caixa para recebê-lo.
Até teria lembrado, talvez, de pedir para pagar o lanche na hora de passa as minhas parcas comprinhas. Mas a fila ficou enorme.
No altofalante alguém avisou: "Fulana e beltrana: frente de caixa". Aí a fila andou. Mas como lembrar do pagamento? Acabou que, depois de bastante tempo, consegui abandonar tal navio. Novamente a aventura de fazer as curvas na contramão para sair. E finalmente ganhei a rua.
Que alívio.
A vontade voltar não é muito grande. E a de não voltar e até de ver a loja fechada é muito maior.
Não é pelos vinte centavos, ou melhor R$10,00 do lanche. Só mandar a boleta que eu pago.