Simplesmente não escolhendo.
A verdade das academias de ginástica, com poucas exceções...
Infelizmente, a chance de ser ludibriado por algumas dessas empresas é muito grande.
Ao visitá-las tudo é perfeito. Instalações muito limpas, funcionários e funcionárias sorridentes. Todos sorridentes e felizes..
Mas dê um tempinho e comece a viver a experiência de frequentar algumas delas e você começa a ver os podres. As exceções são muito boas e honrosas, mas no geral o que se deve esperar é o pior...
a) A formação de muitos dos professores, muitas vezes é questionável. Mal e mal possuem uma graduação. Grande parte são estagiários procurando cumprir horas de preparação - estágio - e rapar um trocadinho para pagar o ônibus;
b) aquela avaliação que você faz é a maior furada. Repare que o avaliador não se dá ao trabalho de apertar a fita decentemente na cintura para realmente criar uma base para futuras comparações. As fórmulas aplicadas pelos programas são questionáveis e produzem números mirabolantes ao bel prazer da figurinha que estiver atrás do computador;
c) Os profissionais não leem. Faça um teste: Leia um artigo bem recente no jornal sobre fitness e preparação física para ver se algum deles leu. Não há tempo para a maioria se atualizar. Tente por exemplo perguntar sobre o uso de sal nas corridas como repositor eletrolítico. Claro que para fazer o teste você também tem que fazer o dever de casa e ler um pouco. Pergunte por exemplo se ele já leu ou viu alguma texto ou teoria sobre o layout ideal para o salão de musculação. A maioria vai ficar te olhando com cara de guarda-chuva pois não faz a mínima ideia do que você está falando;
d) Não é difícil, principalmente no banheiro, que se flagre um "professor" dando palpites sobre bombas que os seus "alunos" podem tomar e onde e quando devem fazê-lo. Jack 3 D para lá, são oferecidos sem o menor critério, sem saber se o cara pode ter algum mal congênito que vai matá-lo;
e) Quem pratica corrida a sério não se acostuma com as besteiras que ouve e vê. Há, por exemplo, aqueles professores sérios, que mais se destacam pelo número de alunos de personal, nunca fazem corridas de rua. Quando fazem, não passam dos 5 km de distância. Como é possível entregar o seu treinamento na mão de um cara desses? Um viva para os líderes de assessorias de treinamento para corrida que fazem algumas provas, ou acompanham os atletas de vez em quando. Raros!!!
f) os equipamentos tem que durar 10, 20 anos. Se fosse feito um bom trabalho contábil o gerente teria a informação de que aquela porcaria da esteira velha já se pagou há muito tempo. Mas os empresários são caça-níqueis e não se importam em saber que estão "pagando mico" com um equipamento depreciado e obsoleto. E dana a se tomar choque em esteiras estragadas. As instalações elétricas costumam ser precárias e o grande gasto de energia não é administrado pela rede o que provoca bons apagões;
g) inevitavelmente, vão te oferecer um plano de longo prazo com um belo desconto. A maioria dos alunos que começam na academia param em menos até que um mês e o dinheiro que lá ficou vira lucro fácil para os tubarões que dominam a empresa;
h) Grande parte das piscinas são sujas: grande parte das vezes são usadas o dia inteiro com a filtragem desligada visando a economizar. E é fácil ver isso. Alguns dias, chega-se à academia à noite e a água está limpa. Nesse dia, o filtro, com certeza, trabalhou o dia inteiro. Já em um outro dia, a água está branca e até mal cheirosa. A menos que você encontre um bicho morto lá dentro, isso é indício de que foi usada e mijada por crianças o dia inteiro e não houve limpeza. Leia-se filtragem. Chegam ao ridículo de ficarem com piscinas vazias para economizar, esperando a chuva para enchê-la;
i) outra consequência do excesso de economia são os funcionários analfabetos e mal educados. Os recepcionistas são o cartão de visitas da empresa, em qualquer lugar. Se você chega num lugar desses e vê um trabalhador atrás do balcão que está atabalhoado, agarrado num fone de ouvido, no telefone, com certeza o chefe dele o está pressionando para atender o telefone e a você ao mesmo tempo. Pode ter certeza que essa incompetência vai se refletir em vários aspectos nas outras áreas da academia;
j) funcionários escravizados também são comuns. Faxineiros que são obrigados a fazer tarefas enormes e que são mal tratados e discriminados pelos outros funcionários. Salários mínimos para condições péssimas de trabalho, com material ruim e tudo velho. Isso se reflete em outras áreas da academia, prejudicando todo mundo;
k) os poucos bons professores que existem vivem trocando de academia e buscando novas oportunidades por causa das sacanagens que os empresários proporcionam a todos com a sua avareza.
Acaba que todos os problemas recaem no desespero por ganhar dinheiro fácil dos donos das academias. Os salários muito baixos, a pouca perspectiva de melhorias, a falta de formação profissional das pessoas que ali trabalham fazem com que se associar a uma academia, na maior partes das vezes, seja um péssimo negócio.
Mas como resolver?
Algumas sugestões são interessantes:
a) resista à vontade de contratar planos de mais de um mês;
b) converse com alguém que já frequente a academia e procure se inteirar do problemas ali ocorridos;
c) preste atenção nos funcionários. Má aparência e mal humor sempre são indícios ruins;
d) não espere muito. É melhor já entrar sabendo que alguma coisa não vai te deixar satisfeito;
e) busque alternativas. Os condomínios têm cada vez mais recursos. Corra na rua, pague apenas uma assessoria de corrida, compre algum material como pesos e veja filmes na internet a respeito. Se vire!!!
f) peça a alguém de confiança para lhe sugerir uma academia e que atividades são melhores ali;
g) busque na internet informações sobre a academia, como por exemplo em "reclameaqui.com.br";
h) não se incomode de "cutucar" o professor para ver se ele presta um serviço melhor...
i) Vá a internet e se pronuncie sobre a má qualidade, o mau atendimento... Faça alguma coisa...
Caso venha a ser enganado é por que você quer. Você optou por aceitar a coisa do jeito que é pois não há remédio, mesmo. É a única academia perto da sua casa, é a melhorzinha, você tem amigos que a sugeriram... e por aí vai... Lembrando que sempre é possível que haja empresas sérias e bem administradas por aí..
quinta-feira, 11 de abril de 2013
quinta-feira, 14 de março de 2013
O fogo
Cada um tem a sua felicidade
Cada cabeça uma sentença
Todos mudam com a idade,
O tempo passa e mais se pensa:
Vencer, a juventude é tensa;O dinheiro é o mais importante;
Vai se o tempo e mais se pensa;
Que o gozo seja constante...
Esquentar a amada, inflamar;
Querer sempre, o fogo emana;
O gozo com ela, derramar...
Fala mais que o sucesso ou a grana;
Grita mais alto que toda esparrela;
Todo esse fogo que não engana...
Cada cabeça uma sentença
Todos mudam com a idade,
O tempo passa e mais se pensa:
Vencer, a juventude é tensa;O dinheiro é o mais importante;
Vai se o tempo e mais se pensa;
Que o gozo seja constante...
Esquentar a amada, inflamar;
Querer sempre, o fogo emana;
O gozo com ela, derramar...
Fala mais que o sucesso ou a grana;
Grita mais alto que toda esparrela;
Todo esse fogo que não engana...
segunda-feira, 11 de março de 2013
A lei seca e a omissão de socorro
Lei bonitinha! Que lei de primeiro mundo! Ninguém bebe nada para dirigir... Estamos num mundo religioso. Os políticos, exemplos indiscutíveis de hombridade e decência fazem uma lei para quem tem que dirigir. Claro! Quem tem motorista particular 24 horas por dia – pago com dinheiro do povo - não precisa se preocupar se vai tomar seu uísque 12 anos e depois ter pegar um filho numa festa ou socorrer alguém. Nada melhor que agradar aos religiosos e outros tipos de fanáticos fazendo uma lei marcial tratando do assunto.
Mas piora. Todos que bebem são tratados como criminosos da mesma laia. Tanto o sujeito que tomou uma garrafa de vinho com a mulher quanto o que cheirou cocaína são criminosos e deveriam ser mortos e jogados na mesma vala. O discernimento sobre quem deve ser preso, multado e “Perdoado” fica por conta do guarda.
O ímpeto de arrecadação e a hipocrisia é tão grande que a lei não contemplou outras drogas. Poucas são as iniciativas como a acontecida em São Paulo de se fazer a detecção de cocaína, maconha e outras coisas.
A cerejinha no bolo da safadeza, entretanto, é a omissão de socorro. As notícias sobre atropelamento com fuga, evasão do local tem aumentado cada vez mais. O mínimo de honra que poderia haver num ser humano, mesmo que bêbado, acaba desaparecendo com o medo da punição pela Lei Seca.
Ao contrário da ideia geral que se quer provar, beber não tira necessariamente a capacidade de discernimento do ser humano. Não. O problema da bebida é que o ser humano que já é incompetente tende a se revelar pior ainda quando bebe. Por esse caminho é que acontece a omissão de socorro.
E qual a solução para o caso? Diminuir a punição da lei para quem não omitir socorro? Punir da mesma forma e perseguir quem tiver se evadido por estar bêbado? O que importa é que o prejuízo é grande. Inclusive para o Estado. No seu afã – dos políticos – de arrecadar muito acabam por criar monstros do tipo da lei seca. Afinal, as campanhas eleitorais e as viagens internacionais tem que ser pagas de alguma forma. A história vai garantir um lugarzinho muito especial para tamanha idiotice.
O que a lei seca vem demonstrando é que uma decisão ruim causa uma série de outras piores ainda. A falta de adequação a cada caso. A aplicação indiscriminada da lei independente de uma avaliação paralela do sujeito causam um desequilíbrio que tem que ter suas consequências. E elas estão aí estampadas nas notícias para quem quiser ver.
Mas piora. Todos que bebem são tratados como criminosos da mesma laia. Tanto o sujeito que tomou uma garrafa de vinho com a mulher quanto o que cheirou cocaína são criminosos e deveriam ser mortos e jogados na mesma vala. O discernimento sobre quem deve ser preso, multado e “Perdoado” fica por conta do guarda.
O ímpeto de arrecadação e a hipocrisia é tão grande que a lei não contemplou outras drogas. Poucas são as iniciativas como a acontecida em São Paulo de se fazer a detecção de cocaína, maconha e outras coisas.
A cerejinha no bolo da safadeza, entretanto, é a omissão de socorro. As notícias sobre atropelamento com fuga, evasão do local tem aumentado cada vez mais. O mínimo de honra que poderia haver num ser humano, mesmo que bêbado, acaba desaparecendo com o medo da punição pela Lei Seca.
Ao contrário da ideia geral que se quer provar, beber não tira necessariamente a capacidade de discernimento do ser humano. Não. O problema da bebida é que o ser humano que já é incompetente tende a se revelar pior ainda quando bebe. Por esse caminho é que acontece a omissão de socorro.
E qual a solução para o caso? Diminuir a punição da lei para quem não omitir socorro? Punir da mesma forma e perseguir quem tiver se evadido por estar bêbado? O que importa é que o prejuízo é grande. Inclusive para o Estado. No seu afã – dos políticos – de arrecadar muito acabam por criar monstros do tipo da lei seca. Afinal, as campanhas eleitorais e as viagens internacionais tem que ser pagas de alguma forma. A história vai garantir um lugarzinho muito especial para tamanha idiotice.
O que a lei seca vem demonstrando é que uma decisão ruim causa uma série de outras piores ainda. A falta de adequação a cada caso. A aplicação indiscriminada da lei independente de uma avaliação paralela do sujeito causam um desequilíbrio que tem que ter suas consequências. E elas estão aí estampadas nas notícias para quem quiser ver.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Até quando, classe médica??? Usurpação e loucura... Mengele não morreu...
Até onde os bons médicos e os médicos bons vão aceitar os absurdos?
Até quando a população vai aceitar a usurpação, o desespero pelo enriquecimento a qualquer preço?
Até quando a loucura vai campear nessa classe que já inspirou e inspira - poucas vezes - tanto respeito?
Quem já não viu um cardiologista bêbado à meia noite e que tinha que fazer uma cirurgia de peito aberto no dia seguinte? E a mão dele tremendo ao segurar o cigarro?
Quem já não pagou algum "por fora" a um médico?
Aquele obstetra que pediu um trocado - U$600 - a mais por qualquer motivo?
Quem já ouviu falar de gente que ficou sem atendimento por que era tratamento pelo SUS?
E os condenados do sul de Minas que deixavam pacientes com fome para morrerem mais depressa?
Depois arrancavam seus órgãos e vendiam num mercado paralelo?
Será que a matéria de que são feitos os seres desse tipo é a mesma que fazem as pessoas de bem?
Joseph Mengele, solto das amarras da civilização, cortava e costurava seus pacientes ao seu bel prazer. Transformava gêmeos normais em xipófagos. Também gostava de injetar tinta azul nos olhos que fossem de outra cor para aprimorar a raça. O senso comum trata-o como um louco. Só não se fala muito por aí é que ele continua vivo. Sua verve destruidora e impiedosa continua sua eterna luta para reduzir a espécie humana a um lego, um brinquedo de montar feito de sangue e de carne. O sangue de mengele corre nas veias dos usurpadores e dos desumanos.
Às vezes essa usurpação se confunde com a loucura. Andam uma ao lado da outra, mas várias vezes parecem agir separadas. Veja-se um pouco da loucura:
E a médica que batia as cinzas de cigarros nas feridas dos pacientes? Também desligava aparelhos daqueles que lhe poderiam render uma nova vaga a ser preenchida com maiores possibilidades de lucro? Verdade? Mentira? Exagero?
Então, por que é que ela está presa?
Por que tanta falta de consideração com o Ser Humano?
E o dinheiro pago por procedimentos que já estariam cobertos, e bem cobertos pelos planos de saúde?
Por que é natural que um anestesista tenha um avião? Herança?
E os 14 empregos que o mesmo médico possuía no sul de Minas?
Por que um ortopedista no Maranhão tem que ganhar R$35.000,00? Oferta e procura? Mas de quê? De grana, de dinheiro... Ou de poder?
Será que tudo vai ficando esquecido? Quantos terão que morrer para que se descubra algo a fazer?
Qual a instância para se reclamar dos abusos? Qual o conselho profissional que vai se indispor com seus afiliados? Erros e mais erros são cometidos. Absenteísmo exagerado, agressões verbais e humilhações impostas a pacientes da rede pública. Ausência de profissionais para várias funções dos hospitais públicos e ninguém faz nada. As instituições que deveriam trabalhar para trazer alguma solução não se manifestam como deveriam. Acaba que o Estado é que tem que assumir mais essa função. E acabar por fazer do jeito meia boca que já faz a maioria das coisas....
O pior é que o círculo vicioso já chegou a um ponto em que até nas universidades já deve existir um discurso em torno da grana que se pode ganhar desse ou daquele jeito. Provavelmente a onda da vez possa ser os procedimentos mentirosos ou desnecessários. Ou outro tipo qualquer de esquema como receber para ter dedicação integral e trabalhar em 10 empregos. O que importa é a casa na praia, o iate, a fortuna acumulada...
E os profissionais honestos haverão de se perguntar: "Por que eu devo trabalhar direito e não usurpar, não me aproveitar de ninguém se todo mundo faz alguma coisa e nunca é pego?". Há de se chegar ao ponto de o médico honesto se sentir idiota, incompetente e até sofrer represálias na própria família por não ser tão esperto quanto a maioria.
A inversão de valores é tão grande que a excelência na preparação profissional se confunde com a excelência também, na arte de abusar do poder que a profissão concede. Onde deveria haver luz é a escuridão que se propaga...
Esperança? Tênue de que algumas iniciativas boas possam geral resultados. Talvez a imprensa motive os conselhos a traçarem estratégias. Talvez os políticos se lembrem de criar normas mais coercitivas e que incluam esse tipo de conduta entre os crimes hediondos. Talvez não aconteça nada.
O povo é forte. Uma perda de um familiar aqui, outra ali não é que vão fazer o verdadeiro ser humano ficar menor. Não. Menores ficam as pessoas que se rendem às paixões, ao devaneio de poder. Seja ele representado pelos valores financeiros e a desesperada, desavergonhada e desumana busca pela riqueza. Essa diminuição do Ser Humano pode ser também representada pelo desumano tratamento dado aos pacientes e que toda hora se vê na media.
Claro que há os heróis. Aqueles rostos cansados, o corpo encurvado para a frente, a aparência tranquila dos que recebem apenas pelo que fazem. Os chefes de setores de queimados de um pronto socorro, o clínico que trabalha no município há anos, o médico do PSF que vai na casa dos velhinhos de madrugada. Existe de tudo. Tudo de bom e tudo de ruim. Mas é o mal que se deve denunciar:
Joseph Mengele não morreu. Ele está aí, de roupa branca, vivendo pelos consultórios, UTI's e hospitais desse país inteiro... É só procurar... Só que agora ele não é um idealista, ele quer dindin, grana, muito e muito dinheiro...
Até quando a população vai aceitar a usurpação, o desespero pelo enriquecimento a qualquer preço?
Até quando a loucura vai campear nessa classe que já inspirou e inspira - poucas vezes - tanto respeito?
Quem já não viu um cardiologista bêbado à meia noite e que tinha que fazer uma cirurgia de peito aberto no dia seguinte? E a mão dele tremendo ao segurar o cigarro?
Quem já não pagou algum "por fora" a um médico?
Aquele obstetra que pediu um trocado - U$600 - a mais por qualquer motivo?
Quem já ouviu falar de gente que ficou sem atendimento por que era tratamento pelo SUS?
E os condenados do sul de Minas que deixavam pacientes com fome para morrerem mais depressa?
Depois arrancavam seus órgãos e vendiam num mercado paralelo?
Será que a matéria de que são feitos os seres desse tipo é a mesma que fazem as pessoas de bem?
Joseph Mengele, solto das amarras da civilização, cortava e costurava seus pacientes ao seu bel prazer. Transformava gêmeos normais em xipófagos. Também gostava de injetar tinta azul nos olhos que fossem de outra cor para aprimorar a raça. O senso comum trata-o como um louco. Só não se fala muito por aí é que ele continua vivo. Sua verve destruidora e impiedosa continua sua eterna luta para reduzir a espécie humana a um lego, um brinquedo de montar feito de sangue e de carne. O sangue de mengele corre nas veias dos usurpadores e dos desumanos.
Às vezes essa usurpação se confunde com a loucura. Andam uma ao lado da outra, mas várias vezes parecem agir separadas. Veja-se um pouco da loucura:
E a médica que batia as cinzas de cigarros nas feridas dos pacientes? Também desligava aparelhos daqueles que lhe poderiam render uma nova vaga a ser preenchida com maiores possibilidades de lucro? Verdade? Mentira? Exagero?
Então, por que é que ela está presa?
Por que tanta falta de consideração com o Ser Humano?
E o dinheiro pago por procedimentos que já estariam cobertos, e bem cobertos pelos planos de saúde?
Por que é natural que um anestesista tenha um avião? Herança?
E os 14 empregos que o mesmo médico possuía no sul de Minas?
Por que um ortopedista no Maranhão tem que ganhar R$35.000,00? Oferta e procura? Mas de quê? De grana, de dinheiro... Ou de poder?
Será que tudo vai ficando esquecido? Quantos terão que morrer para que se descubra algo a fazer?
Qual a instância para se reclamar dos abusos? Qual o conselho profissional que vai se indispor com seus afiliados? Erros e mais erros são cometidos. Absenteísmo exagerado, agressões verbais e humilhações impostas a pacientes da rede pública. Ausência de profissionais para várias funções dos hospitais públicos e ninguém faz nada. As instituições que deveriam trabalhar para trazer alguma solução não se manifestam como deveriam. Acaba que o Estado é que tem que assumir mais essa função. E acabar por fazer do jeito meia boca que já faz a maioria das coisas....
O pior é que o círculo vicioso já chegou a um ponto em que até nas universidades já deve existir um discurso em torno da grana que se pode ganhar desse ou daquele jeito. Provavelmente a onda da vez possa ser os procedimentos mentirosos ou desnecessários. Ou outro tipo qualquer de esquema como receber para ter dedicação integral e trabalhar em 10 empregos. O que importa é a casa na praia, o iate, a fortuna acumulada...
E os profissionais honestos haverão de se perguntar: "Por que eu devo trabalhar direito e não usurpar, não me aproveitar de ninguém se todo mundo faz alguma coisa e nunca é pego?". Há de se chegar ao ponto de o médico honesto se sentir idiota, incompetente e até sofrer represálias na própria família por não ser tão esperto quanto a maioria.
A inversão de valores é tão grande que a excelência na preparação profissional se confunde com a excelência também, na arte de abusar do poder que a profissão concede. Onde deveria haver luz é a escuridão que se propaga...
Esperança? Tênue de que algumas iniciativas boas possam geral resultados. Talvez a imprensa motive os conselhos a traçarem estratégias. Talvez os políticos se lembrem de criar normas mais coercitivas e que incluam esse tipo de conduta entre os crimes hediondos. Talvez não aconteça nada.
O povo é forte. Uma perda de um familiar aqui, outra ali não é que vão fazer o verdadeiro ser humano ficar menor. Não. Menores ficam as pessoas que se rendem às paixões, ao devaneio de poder. Seja ele representado pelos valores financeiros e a desesperada, desavergonhada e desumana busca pela riqueza. Essa diminuição do Ser Humano pode ser também representada pelo desumano tratamento dado aos pacientes e que toda hora se vê na media.
Claro que há os heróis. Aqueles rostos cansados, o corpo encurvado para a frente, a aparência tranquila dos que recebem apenas pelo que fazem. Os chefes de setores de queimados de um pronto socorro, o clínico que trabalha no município há anos, o médico do PSF que vai na casa dos velhinhos de madrugada. Existe de tudo. Tudo de bom e tudo de ruim. Mas é o mal que se deve denunciar:
Joseph Mengele não morreu. Ele está aí, de roupa branca, vivendo pelos consultórios, UTI's e hospitais desse país inteiro... É só procurar... Só que agora ele não é um idealista, ele quer dindin, grana, muito e muito dinheiro...
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Santa Maria - O buraco é mais embaixo
Santa Maria, janeiro de 2012...
Pensando bem, foi até um sentimento bonito, a comoção nacional.
Afinal de contas, 232 jovens de uma vez.. A maioria entre 16 e 20 anos de idade...
Perda irreparável para todos. Que dirá para os Pais? Mas, e o país?
O Brasil perde pela insegurança generalizada e duvida do bem estar de todos.
A falta de informação, o descaso e a pouca estrutura dos órgãos responsáveis ficou patente.
Mas há uma outra amarga lição que está sendo pouco salientada.
A perda em si, é terrível, mas há que se ver o somatório de tudo que vai ocorrendo por aí e o atraso que permeia a vida em geral, principalmente entre as massas.
Santa Maria merece respeito, mas o buraco é muito mais embaixo!!!
Até em respeito a essas crianças mortas, é necessário ver quantas mais estão sendo tratadas com o mesmo desprezo. E incluir na conta o resto das pessoas que caminham sobre o mesmo sol. São pais, mestres, amigos e mais uma enormidade de pessoas que habitam o mesmo clima de abandono.
Quando é que o cumprimento da lei será devidamente fiscalizado? Quando é que as leis buscarão efeitos entrelaçados para que além das exigências também seja criadas as condições para sua efetiva fiscalização? Quando é que os Bombeiros e a Polícia terão verbas próprias específicas e que lhes permitam estar devidamente equipados nessas situações.
"Equipados" para a Polícia e os Bombeiros não quer dizer somente coisas materiais, não. Faltam leis mais coercitivas, amparo legal para a ação, disponibilidade de pessoal do judiciário para apoio e, principalmente, falta vontade política de realizar o que é mesmo necessário.
Será que ninguém vê que o legislador faz a lei de maneira pontual e esquece alguns pontos? Joga-se para agradar "à galera", mas sem compromisso com os resultados. Leis impopulares mas necessárias são esquecidas. Dá-se valor ao mais glamoroso e esquece-se do básico. Cria-se uma lei seca, mas não se cobra qualidade nos exames de habilitação, por exemplo.
Não adianta exigir saídas de emergência tantas, extintores, materiais de segurança treinamento...
Se não houver condições para que os bombeiros realmente possam cobrar e serem respeitados,
Se o ministério público não tiver apoio ferrenho de juízes que imponham a ordem, mesmo que por meio da polícia...
Se não houver uma contínua vigília aos ímpetos de lucrar sempre mais de tantos empresários por aí...
Mas que, principalmente, mais gente seja treinada, ensinada, condicionada a questionar esses alçapões criados pelos empresários por aí. Junto com as armadilhas físicas talvez esse esclarecimento necessário também fosse a arma para evitar as arapucas escondidas na eleição de gente ruim de serviço ou na submissão a patrões transgressores. O mal, nesse caso, se manifesta tanto pela costumeira vontade de roubar quanto pela incompetência e a falta de visão de conjunto ou de logística. Aliás, para muito político por aí, palavras complicadas são um bicho de sete cabeças e até espantam eleitores. Em que pese que muitas pessoas aspiram à simplicidade, a vida é complexa, mesmo e quem se furtar dessa responsabilidade é cego ou mal intencionado. E no caso da politica, geralmente os dois.
Em relação às atividades coletivas, infelizmente, se o cidadão toma a atitude de falar que não se mistura, várias pessoas haverão de acusá-lo de elitista. Mas a tragédia acompanha a massa.
E a massa não questiona nada. Os trios elétricos raspando a fiação elétrica. As casas de show sem ar, superaquecidas e sem nenhuma segurança. Eventos sem banheiros, água ou segurança. Os ônibus sem a devida proteção para seus passageiros...
Quando é que será proibido andar de ônibus em pé? Quando é que as motos deixarão de existir por não oferecerem segurança nenhuma? Quando é que qualquer calçada de uma cidade será abrigada da chuva e do risco da invasão violenta por carros desgovernados? O absurdo contido na simples apresentação dessas perguntas já mostra a que passos lentos o aprendizado caminha e que a evolução é uma falácia.
A verdade é que pouco se passou da idade da pedra para muitas coisas. Quando confrontado com seus instintos o homem mata e morre como um neandertal. Se propenso à simplicidade, sujeita-se a manipulação e à tragédia. Achando-se mais esperto, veste um terno, ganha eleições, constrói prédios enormes, mas se esquece justo do óbvio: Que é feito de carne osso, assim como os seus eleitores e seus empregados que serão fritos nas armadilhas que eles permitem serem criadas...
Pensando bem, foi até um sentimento bonito, a comoção nacional.
Afinal de contas, 232 jovens de uma vez.. A maioria entre 16 e 20 anos de idade...
Perda irreparável para todos. Que dirá para os Pais? Mas, e o país?
O Brasil perde pela insegurança generalizada e duvida do bem estar de todos.
A falta de informação, o descaso e a pouca estrutura dos órgãos responsáveis ficou patente.
Mas há uma outra amarga lição que está sendo pouco salientada.
A perda em si, é terrível, mas há que se ver o somatório de tudo que vai ocorrendo por aí e o atraso que permeia a vida em geral, principalmente entre as massas.
Santa Maria merece respeito, mas o buraco é muito mais embaixo!!!
Até em respeito a essas crianças mortas, é necessário ver quantas mais estão sendo tratadas com o mesmo desprezo. E incluir na conta o resto das pessoas que caminham sobre o mesmo sol. São pais, mestres, amigos e mais uma enormidade de pessoas que habitam o mesmo clima de abandono.
Quando é que o cumprimento da lei será devidamente fiscalizado? Quando é que as leis buscarão efeitos entrelaçados para que além das exigências também seja criadas as condições para sua efetiva fiscalização? Quando é que os Bombeiros e a Polícia terão verbas próprias específicas e que lhes permitam estar devidamente equipados nessas situações.
"Equipados" para a Polícia e os Bombeiros não quer dizer somente coisas materiais, não. Faltam leis mais coercitivas, amparo legal para a ação, disponibilidade de pessoal do judiciário para apoio e, principalmente, falta vontade política de realizar o que é mesmo necessário.
Será que ninguém vê que o legislador faz a lei de maneira pontual e esquece alguns pontos? Joga-se para agradar "à galera", mas sem compromisso com os resultados. Leis impopulares mas necessárias são esquecidas. Dá-se valor ao mais glamoroso e esquece-se do básico. Cria-se uma lei seca, mas não se cobra qualidade nos exames de habilitação, por exemplo.
Não adianta exigir saídas de emergência tantas, extintores, materiais de segurança treinamento...
Se não houver condições para que os bombeiros realmente possam cobrar e serem respeitados,
Se o ministério público não tiver apoio ferrenho de juízes que imponham a ordem, mesmo que por meio da polícia...
Se não houver uma contínua vigília aos ímpetos de lucrar sempre mais de tantos empresários por aí...
Mas que, principalmente, mais gente seja treinada, ensinada, condicionada a questionar esses alçapões criados pelos empresários por aí. Junto com as armadilhas físicas talvez esse esclarecimento necessário também fosse a arma para evitar as arapucas escondidas na eleição de gente ruim de serviço ou na submissão a patrões transgressores. O mal, nesse caso, se manifesta tanto pela costumeira vontade de roubar quanto pela incompetência e a falta de visão de conjunto ou de logística. Aliás, para muito político por aí, palavras complicadas são um bicho de sete cabeças e até espantam eleitores. Em que pese que muitas pessoas aspiram à simplicidade, a vida é complexa, mesmo e quem se furtar dessa responsabilidade é cego ou mal intencionado. E no caso da politica, geralmente os dois.
Em relação às atividades coletivas, infelizmente, se o cidadão toma a atitude de falar que não se mistura, várias pessoas haverão de acusá-lo de elitista. Mas a tragédia acompanha a massa.
E a massa não questiona nada. Os trios elétricos raspando a fiação elétrica. As casas de show sem ar, superaquecidas e sem nenhuma segurança. Eventos sem banheiros, água ou segurança. Os ônibus sem a devida proteção para seus passageiros...
Quando é que será proibido andar de ônibus em pé? Quando é que as motos deixarão de existir por não oferecerem segurança nenhuma? Quando é que qualquer calçada de uma cidade será abrigada da chuva e do risco da invasão violenta por carros desgovernados? O absurdo contido na simples apresentação dessas perguntas já mostra a que passos lentos o aprendizado caminha e que a evolução é uma falácia.
A verdade é que pouco se passou da idade da pedra para muitas coisas. Quando confrontado com seus instintos o homem mata e morre como um neandertal. Se propenso à simplicidade, sujeita-se a manipulação e à tragédia. Achando-se mais esperto, veste um terno, ganha eleições, constrói prédios enormes, mas se esquece justo do óbvio: Que é feito de carne osso, assim como os seus eleitores e seus empregados que serão fritos nas armadilhas que eles permitem serem criadas...
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Santa Maria com um humor e vários jardins
Um artigo do Yahoo! teceu uma crítica a respeito das charges publicadas em jornais e que tratavam da Tragédia ocorrida em Santa Maria no Rio Grande do Sul. Entre os comentários, algumas pessoas falavam da falta de sensibilidade de alguns dos desenhos feitos.
Em respeito aos próprios jovens, esse texto defende a tese de que cabe humor sim. Humor não é necessariamente piada, escárnio. Humor, etimologicamente é líquido, é contínuo e contido e espírito. Humor é buscar algo de vivo, impulsivo, grandioso mesmo nas piores coisas da vida. E foi o que cada um dos chargistas, a seu modo, tentou fazer.
Jean Galvão com certeza foi o mais feliz pois captou uma das coisas mais fortes de tudo que aconteceu. Sua charge mostra um pequeno mapa do Brasil em cima do local aproximado de Santa Maria no Rio Grande do Sul. Implicitamente ele quer dizer que o coração do país inteiro ficou condoído pelo que aconteceu. E foi isso!
Apesar de o sofrimento ser enorme para muita gente, logo abaixo em termos de grandiosidade vem a comoção nacional a respeito do assunto. Chega a ser reconfortante imaginar a força que os sentimentos humanos podem somar numa situação dessas. Isso é humor no sentido mais fino e belo da palavra: uma verdadeira surpresa poética.
Infelizmente, alguns momentos como esse podem acontecer. Os países que viveram uma guerra em seu território, como a Inglaterra, França e Alemanha viveram situações bem piores e sobreviveram. Só não se deve aceitar nunca que não se aprenda nada com isso. O pior é perder a oportunidade de melhorar as condições a partir de agora em outros locais como essa boite.
Só existe vida pois existe a morte. Como disse Lulu Santos, não existiria luz se não fosse a escuridão. Nada é eterno. Claro que aqui foi muita escuridão de uma vez!!! Mas não quer dizer que a luz se apagou. Essas crianças estarão sempre vivas no corações e nas memórias de seus pais.
Parafraseando Cora Coralina, no lugar que ficou vazio com a ausência delas, pode se plantar um jardim ou fazer um ferro-velho, depende de cada um. Com certeza, cada um dos que agora repousam gostaria que os seus entes mais amados ficassem o melhor possível depois de suas mortes e não que ficassem destruídos.
A morte é só uma continuidade, apesar de toda a dor que causa, da certeza do nunca mais. Para os que acreditam há a certeza de uma outra oportunidade, para quem acredita. Muitas pessoas não se perguntam onde estavam antes de virem à terra. E o não existir que havia antes, não haverá de existir de novo algum dia. Infelizmente ele acontece muito rápido.
Claro que quem está de longe e não teve nem uma perda só pode teorizar em cima de suas próprias experiências o que as pessoas estão passando. Mas mesmo se baseando apenas em sua própria vivência é possível a muitos vislumbrar toda a dor sentida nas terras gaúchas.
Talvez seja o caso de a natureza proteger com a extinção os seus entes mais queridos. Talvez algumas pessoas muito especiais não mereçam passar por todos os percalços que este mundo poderia lhes impor. Talvez, "Talvez" seja inerente à pobre condição humana. Só resta então, continuar a viver e tentar dar sentido a isso...
Quanto às charges em si, não existe errar ou acertar nessas coisas. Quem critica negativamente, deveria se colocar no lugar do Marco Aurélio tendo que fazer uma charge, já contratada, numa situação dessas. Faz-se o que se pode, e afinal de contas, não foi tão ruim assim, imaginar os meninos e meninas sendo ensinados por Zerbini e outros mestres.
Que o tempo traga luz e aconchego e que um belo jardim cheio de lembranças e bons sentimentos possa nascer e vicejar nos corações de todos que viveram essa perda. Em especial aos Pais, Parentes e Amigos. E em menor grau ao mundo que ficou com duzentas e tantas pessoinhas a menos...
Em respeito aos próprios jovens, esse texto defende a tese de que cabe humor sim. Humor não é necessariamente piada, escárnio. Humor, etimologicamente é líquido, é contínuo e contido e espírito. Humor é buscar algo de vivo, impulsivo, grandioso mesmo nas piores coisas da vida. E foi o que cada um dos chargistas, a seu modo, tentou fazer.
Jean Galvão com certeza foi o mais feliz pois captou uma das coisas mais fortes de tudo que aconteceu. Sua charge mostra um pequeno mapa do Brasil em cima do local aproximado de Santa Maria no Rio Grande do Sul. Implicitamente ele quer dizer que o coração do país inteiro ficou condoído pelo que aconteceu. E foi isso!
Apesar de o sofrimento ser enorme para muita gente, logo abaixo em termos de grandiosidade vem a comoção nacional a respeito do assunto. Chega a ser reconfortante imaginar a força que os sentimentos humanos podem somar numa situação dessas. Isso é humor no sentido mais fino e belo da palavra: uma verdadeira surpresa poética.
Infelizmente, alguns momentos como esse podem acontecer. Os países que viveram uma guerra em seu território, como a Inglaterra, França e Alemanha viveram situações bem piores e sobreviveram. Só não se deve aceitar nunca que não se aprenda nada com isso. O pior é perder a oportunidade de melhorar as condições a partir de agora em outros locais como essa boite.
Só existe vida pois existe a morte. Como disse Lulu Santos, não existiria luz se não fosse a escuridão. Nada é eterno. Claro que aqui foi muita escuridão de uma vez!!! Mas não quer dizer que a luz se apagou. Essas crianças estarão sempre vivas no corações e nas memórias de seus pais.
Parafraseando Cora Coralina, no lugar que ficou vazio com a ausência delas, pode se plantar um jardim ou fazer um ferro-velho, depende de cada um. Com certeza, cada um dos que agora repousam gostaria que os seus entes mais amados ficassem o melhor possível depois de suas mortes e não que ficassem destruídos.
A morte é só uma continuidade, apesar de toda a dor que causa, da certeza do nunca mais. Para os que acreditam há a certeza de uma outra oportunidade, para quem acredita. Muitas pessoas não se perguntam onde estavam antes de virem à terra. E o não existir que havia antes, não haverá de existir de novo algum dia. Infelizmente ele acontece muito rápido.
Claro que quem está de longe e não teve nem uma perda só pode teorizar em cima de suas próprias experiências o que as pessoas estão passando. Mas mesmo se baseando apenas em sua própria vivência é possível a muitos vislumbrar toda a dor sentida nas terras gaúchas.
Talvez seja o caso de a natureza proteger com a extinção os seus entes mais queridos. Talvez algumas pessoas muito especiais não mereçam passar por todos os percalços que este mundo poderia lhes impor. Talvez, "Talvez" seja inerente à pobre condição humana. Só resta então, continuar a viver e tentar dar sentido a isso...
Quanto às charges em si, não existe errar ou acertar nessas coisas. Quem critica negativamente, deveria se colocar no lugar do Marco Aurélio tendo que fazer uma charge, já contratada, numa situação dessas. Faz-se o que se pode, e afinal de contas, não foi tão ruim assim, imaginar os meninos e meninas sendo ensinados por Zerbini e outros mestres.
Que o tempo traga luz e aconchego e que um belo jardim cheio de lembranças e bons sentimentos possa nascer e vicejar nos corações de todos que viveram essa perda. Em especial aos Pais, Parentes e Amigos. E em menor grau ao mundo que ficou com duzentas e tantas pessoinhas a menos...
A burrice da moral de senhores e o racismo generalizado
O racismo em geral já uma grande burrice. Assim como qualquer outro preconceito que possa privar alguém da companhia ou da interação com outras pessoas. Mesmo que seja apenas comercialmente, e até mais nesse caso, é bom aumentar o leque de possíveis diálogos para obter, inclusive, vantagens materiais. Esse é o caso, por exemplo, das pessoas chamadas “seletivas” em que não lhes interessa a amizade de muitos.
Mas no caso da Moral de Senhores, tratada por Nietzsche, várias características da pessoa vão fazer com que ela se isole na sua superioridade e perca oportunidades de crescer. A burrice maior é que ao se sentirem como melhores que os outros e como patrões essas pessoas perdem opções que lhes são ofertadas Deixam de receber informações importantes, de interagir, de vender, de comprar pois não conseguem acessar todas as boas oportunidades que estão à sua volta.
É praticamente uma forma específica de racismo. Somente não escolhe cor nem origem das pessoas. Muito menos país. A suposta superioridade é incutida na alma da pessoa desde a infância de modo que não há outro caminho a seguir. Uma nota de empatia, coisa que é desconhecida para a maioria dessas pessoas: Não tiveram a opção nem a inteligência ou outros recursos para se comportarem de maneira diferente.
Nietsche de certa forma já havia tratado dessas pessoas. Em certo ponto de sua obra ele diz que todo aquele que se julga muito perfeito é na verdade um limitado. Platão dizia que saber que não sabe é tão importante quanto o conteúdo apreendido o que implica, necessariamente, alguma humildade.
Essa situação é mais comum do que se pensa. A maioria das pessoas que para em fila dupla. O cara do carro enorme, um “SUV” que ocupa duas faixas e ainda xinga se alguém buzina. O colega de trabalho que pensa poder mandar em um par seu sobre o qual não tem nenhuma autoridade. O vizinho de condomínio que não cumprimenta ninguém. As pessoas que se atrasam e não sentem a menor obrigação de se justificarem. A criança que grita indiscriminadamente e atropela a todos pelo caminho. Pessoas que desrespeitam a lei por puro instinto de autopreservação. Isto tudo são formas pelas quais a moral de senhor se manifesta.
Quanto a crianças é importante ressalvar um ponto. Algumas dessas características de incapacidade de ver ou respeitar o outro são inatas. Isso se pode comprovar, por exemplo, nos tantos conhecidos casos de corrupção entre políticos. Em vários desses casos que aparecem na imprensa é possível identificar até três gerações de corruptos na mesma família. É como se os genes viessem impressos com a obrigação de serem ladrões e explorarem a ignorância do povo.
Outra observação necessária é que os comportamentos aqui descritos podem ser totalmente involuntários. Trata-se de uma falta de o indivíduo ser preparado, ser avisado sobre os perigos da falta de empatia, de cortesia e mesmo de respeito com o próximo. Geralmente a criação da pessoa é aquela dali e a inteligência, como já dito, é insuficiente para constatar o erro.
Em alguns casos, o instinto de superioridade está tão arraigado que TODOS, todos mesmo, que não estiverem em sua esfera de amizades são inferiores e não merecem atenção, respeito ou mesmo cordialidade.
Reforçando a questão da falta de inteligência uma observação. Ao dirigir, por mais que seja egoísta, a pessoa sabe que deve respeitar algumas regras. Ela então se atém aos regulamentos visando única e exclusivamente o bem estar pessoal. No caso de quem vive sobre a moral de senhor a situação a burrice se constata em não transcender esse zelo para outras áreas da convivência. O ideal seria ver que as regras de cordialidade, apesar de não escritas, são necessárias para se ter uma existência melhor. Mesmo que seja em interesse próprio.
Que “amizade”, no caso da maioria dessas pessoas, seja entendida como interesse. Difícil verificar qualquer resquício de humanidade gratuita num típico representante da classe dos senhores. Necessário se faz nesse ponto, honrar as boas e honrosas exceções. Infelizmente, até as boas obras de grupos mais abastados são passíveis de dúvidas sobre as intenções ali contidas. Boa parte das vezes, o que se constata é apenas mais uma forma de promoção pessoal procurando obter vantagens posteriores.
Claro que o poder aquisitivo manda nesses casos. Geralmente se trata de empresários, jovens que nunca precisaram trabalhar e outros seres humanos das classes mais abastadas. Nesse caso, uma ressalva: As limitações mentais, ou seja de inteligência, não escolhem classe social. Desse modo, um jovem que sempre mandou na empregada, no porteiro, na babá e até no cachorro não pode ser acusado de deliberadamente ser mau. Ele não teve chance de aprender a ser bom, a respeitar os outros ou de procurar empatia, ou seja, tentar se colocar no lugar do outro. Tão pouco tem, grande parte das vezes, inteligência para descobrir as oportunidades que está perdendo.
Algumas dessas pessoas justificam os comportamentos de superioridade devido às experiências negativas durante as tentativas de interagir com outros. Isso é fato constatado e até aceitável em certo nível. Os pedidos de empréstimos que não são pagos, um trocado para o vale transporte aqui, outro pedidinho ali, e acaba ocorrendo abuso de verdade. O que se esquece nesse caso é que é possível dar um bom dia, boa tarde e até trocar algumas palavras sem que se deixe que o próximo abuse da concessão que lhe é feita.
Mais importante que tudo é se lembrar que a vida é uma só ao que se pode comprovar cientificamente até hoje. À parte as possibilidades levantadas por algumas religiões de que se possa viver de novo, a hora que se tem para vivenciar esse mundo é agora. É no presente que se pode buscar fazer algo para que, mesmo que seja no futuro, possa se enriquecer mais a experiência de vida. Nesse sentido, é importante abrir as portas, deixar correr o ar da amizades, da convivência e da interação. Sempre se respeitando, mas em reforço desse respeito, buscando otimizar aquilo que se chama de Existência.
Mas no caso da Moral de Senhores, tratada por Nietzsche, várias características da pessoa vão fazer com que ela se isole na sua superioridade e perca oportunidades de crescer. A burrice maior é que ao se sentirem como melhores que os outros e como patrões essas pessoas perdem opções que lhes são ofertadas Deixam de receber informações importantes, de interagir, de vender, de comprar pois não conseguem acessar todas as boas oportunidades que estão à sua volta.
É praticamente uma forma específica de racismo. Somente não escolhe cor nem origem das pessoas. Muito menos país. A suposta superioridade é incutida na alma da pessoa desde a infância de modo que não há outro caminho a seguir. Uma nota de empatia, coisa que é desconhecida para a maioria dessas pessoas: Não tiveram a opção nem a inteligência ou outros recursos para se comportarem de maneira diferente.
Nietsche de certa forma já havia tratado dessas pessoas. Em certo ponto de sua obra ele diz que todo aquele que se julga muito perfeito é na verdade um limitado. Platão dizia que saber que não sabe é tão importante quanto o conteúdo apreendido o que implica, necessariamente, alguma humildade.
Essa situação é mais comum do que se pensa. A maioria das pessoas que para em fila dupla. O cara do carro enorme, um “SUV” que ocupa duas faixas e ainda xinga se alguém buzina. O colega de trabalho que pensa poder mandar em um par seu sobre o qual não tem nenhuma autoridade. O vizinho de condomínio que não cumprimenta ninguém. As pessoas que se atrasam e não sentem a menor obrigação de se justificarem. A criança que grita indiscriminadamente e atropela a todos pelo caminho. Pessoas que desrespeitam a lei por puro instinto de autopreservação. Isto tudo são formas pelas quais a moral de senhor se manifesta.
Quanto a crianças é importante ressalvar um ponto. Algumas dessas características de incapacidade de ver ou respeitar o outro são inatas. Isso se pode comprovar, por exemplo, nos tantos conhecidos casos de corrupção entre políticos. Em vários desses casos que aparecem na imprensa é possível identificar até três gerações de corruptos na mesma família. É como se os genes viessem impressos com a obrigação de serem ladrões e explorarem a ignorância do povo.
Outra observação necessária é que os comportamentos aqui descritos podem ser totalmente involuntários. Trata-se de uma falta de o indivíduo ser preparado, ser avisado sobre os perigos da falta de empatia, de cortesia e mesmo de respeito com o próximo. Geralmente a criação da pessoa é aquela dali e a inteligência, como já dito, é insuficiente para constatar o erro.
Em alguns casos, o instinto de superioridade está tão arraigado que TODOS, todos mesmo, que não estiverem em sua esfera de amizades são inferiores e não merecem atenção, respeito ou mesmo cordialidade.
Reforçando a questão da falta de inteligência uma observação. Ao dirigir, por mais que seja egoísta, a pessoa sabe que deve respeitar algumas regras. Ela então se atém aos regulamentos visando única e exclusivamente o bem estar pessoal. No caso de quem vive sobre a moral de senhor a situação a burrice se constata em não transcender esse zelo para outras áreas da convivência. O ideal seria ver que as regras de cordialidade, apesar de não escritas, são necessárias para se ter uma existência melhor. Mesmo que seja em interesse próprio.
Que “amizade”, no caso da maioria dessas pessoas, seja entendida como interesse. Difícil verificar qualquer resquício de humanidade gratuita num típico representante da classe dos senhores. Necessário se faz nesse ponto, honrar as boas e honrosas exceções. Infelizmente, até as boas obras de grupos mais abastados são passíveis de dúvidas sobre as intenções ali contidas. Boa parte das vezes, o que se constata é apenas mais uma forma de promoção pessoal procurando obter vantagens posteriores.
Claro que o poder aquisitivo manda nesses casos. Geralmente se trata de empresários, jovens que nunca precisaram trabalhar e outros seres humanos das classes mais abastadas. Nesse caso, uma ressalva: As limitações mentais, ou seja de inteligência, não escolhem classe social. Desse modo, um jovem que sempre mandou na empregada, no porteiro, na babá e até no cachorro não pode ser acusado de deliberadamente ser mau. Ele não teve chance de aprender a ser bom, a respeitar os outros ou de procurar empatia, ou seja, tentar se colocar no lugar do outro. Tão pouco tem, grande parte das vezes, inteligência para descobrir as oportunidades que está perdendo.
Algumas dessas pessoas justificam os comportamentos de superioridade devido às experiências negativas durante as tentativas de interagir com outros. Isso é fato constatado e até aceitável em certo nível. Os pedidos de empréstimos que não são pagos, um trocado para o vale transporte aqui, outro pedidinho ali, e acaba ocorrendo abuso de verdade. O que se esquece nesse caso é que é possível dar um bom dia, boa tarde e até trocar algumas palavras sem que se deixe que o próximo abuse da concessão que lhe é feita.
Mais importante que tudo é se lembrar que a vida é uma só ao que se pode comprovar cientificamente até hoje. À parte as possibilidades levantadas por algumas religiões de que se possa viver de novo, a hora que se tem para vivenciar esse mundo é agora. É no presente que se pode buscar fazer algo para que, mesmo que seja no futuro, possa se enriquecer mais a experiência de vida. Nesse sentido, é importante abrir as portas, deixar correr o ar da amizades, da convivência e da interação. Sempre se respeitando, mas em reforço desse respeito, buscando otimizar aquilo que se chama de Existência.
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